sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

 2012 foi um ano grandioso. Acho que merece, com justiça, estar entre os cinco melhores porque fez por merecer.

Primeiro, quero agradecer pelas pessoas que o tornaram excelente e inesquecível. Muita gente entrou na minha vida. Gente, que honestamente, não faz idéia do bem que me faz. Do quanto me fazem feliz e realizada. Algumas pessoas já estavam por aqui, mas neste ano fizeram uma participação mais ativa. E claro, algumas me deixaram. Algumas se foram de verdade, deixando marcas dolorosas que vou carregar pelo resto da vida. E ainda mais surpreendente, algumas que tinham sumido, deram as caras e voltaram pra mim.

Profissionalmente, eu não tive do que reclamar. Já encarei diversas situações nessa área, e agora eu tenho uma sensação tão boa... eu sei que há muito a ser feito e eu tenho muito para crescer, mas já foi demasiadamente excelente. Gosto do ambiente, me apaixonei pelas crianças, aprendi a respeitar todos os meus colegas e até amar alguns deles, porque sim, parece clichê mas eles se mostraram uma família. Me apoiaram em momentos tristes e riram comigo dos momentos felizes, me deram broncas quando necessárias.  Portanto, obrigada.

Muita coisa passou e eu não vou mentir dizendo que foram todas boas. Mas tive sorte. Tive sorte de poder abraçar aqueles que eu amo, de rir com as pessoas especiais, de me sentir amada, querida e tudo mais. Amadureci quando tive que amadurecer, porque foi um ano de lutas também. Sim, briguei com uma porção de gente, acho que estava bem mais temperamental em 2012 do que em 2011 mas não há parametros suficientes para quantificar isso, pelo menos não agora.

Eu vou começar a agradecer por nome porque... bom, vamos ver quem é que vai ler. Quase ninguém lê esse blog mesmo e vou pegar todo mundo de calça curta.

Vanessa, vou colocar seu nome primeiro porque sei que você é possessiva e horrorosamente ciumenta e eu vou acordar sem rim se o seu nome não estiver no topo. Gata, obrigada por ser a minha alma gêmea este ano todo, acho que te encontrar só pode ter sido uma obra de Deus, porque você me completa, você me adiciona felicidade, alegria e ao mesmo tempo, me orienta, coloca meus pés no chão como uma boa amiga. Você é a melhor coisa dos meus dias, bonita. Muito, muito, muito obrigada por estar sempre ao meu lado, me defender, cuidar de mim e me ensinar sobre a vida. Te quero do meu lado pra sempre, não importa o que acontecer.

Yasmin. Amor, eu simplesmente não sei mais o que dizer pra deixar claro o quanto você é, e sempre foi, indispensável. You never - never- let me down. É sempre você quem está lá e me diz pra levantar a cabeça e sorrir, porque eu sou forte. Obrigada por acreditar em mim, e na minha força. Obrigada por cuidar de mim neste ano, por sentir quando estou cedendo, por passar as madrugadas comigo no computador, por tudo, tudo o que você faz por mim. Eu sou grata com toda a minha plenitude. E te amo muito, muito mesmo.

Keyla e Fernanda (duvido que vão ler isso aqui, mas ok). Eu amo demais as duas e acho que não tem necessidade de separar as duas aqui, porque uma é grudada na outra, e nós três somos um. Eu sei que o trio passou por um baque gigante este ano, estremeceu tudo, mas estamos fechando o ano fortes como nunca e é isso o que importa. Se não acabou é porque definitivamente vale a pena. Desculpe se eu me afasto, desculpe se eu simplesmente sigo como se nada tivesse acontecendo, porque sometimes, é nisso que eu queria acreditar. Mas obrigada por nunca desistirem de mim. Eu amo muito as duas, de um jeito tão profundo e genuíno como apenas uma irmã pode amar a outra. E que 2013 seja o nosso ano. (E Keyla, saiba que eu sou grata à sua família por ser a minha segunda família e sempre me acolher com o sorriso mais carinhoso de todos, todas as vezes que apareço. São meus anjos da guarda.)

Tamires, Mariana Pires, Nina, Amanda Gambini: Vocês foram meu apoio na maior parte deste ano. Não vou esquecer as palavras que me levantaram, não vou esquecer do carinho, dos abraços, de tudo que fizeram por mim, porque pra mim um sorriso vale tudo. Sentir-se amado por alguém é uma dádiva e eu sei que fui muito abençoada tendo as quatro ao meu redor todo este tempo. Acho que sou muito distante sometimes, mas não é por gracinha não, é involuntario. Faço sem perceber.

 Fernanda Mesquita: Fer, acho que já te disse o quanto te amo por aí, né? Você é uma pessoa incrível, e me faz muito bem. Me ensina muito sobre bondade, sobre carinho, sobre caráter, sobre profissionalismo, sobre a vida. Te conhecer foi um dos maiores presentes que ganhei neste ano, e eu espero nunca te perder de vista, sinceramente. Desculpe se as vezes eu não me toco, desculpe se sou grudenta, chata, imatura ou tudo isso junto. Obrigada por ser um bom exemplo e por fazer com que eu me sinta muito querida. Você é muito, muito encantadora. ( E seus filhos também, por sinal.)


Cristina, Vera, Carol, Luciana, Rô, Mer, César: Não fiquem com ciuminhos, porque ter vocês no meu dia a dia também foi essencialmente maravilhoso. Vocês tem essa bagagem tão forte, tão cheia de conhecimento e sabedoria, e ao mesmo tempo, tem este lado brincalhão e sensível que me conquista. Só posso agradecer a Deus por tê-las colocado no meu caminho, e desejar tudo de mais abençoado na vida de vocês. E torcer para ter algumas por mais tempo por perto.

Stefane e Priscila. Apesar de a nossa aproximação ser tão recente, eu adoro tanto vocês! Gente, pelo amor de Deus, como pode se apegar tanto, principalmente quando eu sou a rainha do desapego? Só sei que vocês são indispensáveis, muito especiais e conquistaram meu coração com os pequenos gestos, carinhos, com as nossas piadas, as fofocas... tudo.



Para as minhas vacas, Carol, Nana, Dressa, Giill, Gabs, Thaty, Anny 1, Anny 2, Bruna, Victoria, Carol Ercoli, Magaly, Kamila, Mary... (espero não ter esquecido ninguém), enfim: GATAS, VOCES TORNARAM O MEU ANO COMPLETO. Obrigada pelas brigas, pelas gritarias, barracos, pelo amor, rasgação de seda, pelo carinho, por cuidarem de mim quando eu precisei, pelo apoio, pelas brincadeiras, pelas risadas, pelo skype, por me perseguir, por me ajudar a perseguir os outros.... vocês sabem que eu sou enjoada, mas quando eu sou amiga de alguém, eu sou até o fim, e vocês estão aqui pra comprovar. Que o laço nunca se desate.


Á minha família, queria dizer que agradeço muito por tudo o que fazem por mim e que não importa quantas brigas, quanto gritos, barracos, estresses ocorram, no final - you are my people, e ter essa familia é melhor do que nenhuma. Acredito que através de todas essas adversidades, todos nós conseguimos crescer e ver tudo sobre um nova perspectiva; claro, foi necessário tomar decisões drásticas mas acho que no final, foi a coisa certa a ser feita. Vocês são tudo pra mim, e eu os amo muito.

Taiara: Eu não acredito como as coisas podem mudar da agua pro vinho. Pera, eu acredito sim. Depois de eu e você, eu acredito. Depois das nossas brigas, desentendimentos, ódio, crises de ciúmes, raiva, recados atravessados, indiretas, unfollows e tudo mais de ruim, cá estamos nós. Amigas. Cúmplices. As pessoas podem não entender, Tay, mas você é sim alguém que eu amo, e que eu quero que seja feliz e tenha o melhor do mundo aos seus pés. Você merece isso. Obrigada por ter entrado (dessa vez da maneira certa) na minha vida. Acho que isso foi tão certo que estava escrito para acontecer.

Para todas as pessoas que eu não coloquei aqui, não se sintam menos favorecidas. Vocês também foram essenciais. Nem sempre o fato de seu nome não estar ali não quer dizer que você não é importante, mas sim que eu tenho uma memória horrorosa, e que naquela hora seu nome fugiu da minha mente.  Mas venha falar comigo, eu escreverei a seu respeito com o melhor dos sentimentos.

Kevin, eu sei que você não pode ler isso, e é irracional, mas... eu não consegui superar ainda. Eu ainda acordo querendo falar com você. Várias vezes me pego pensando o que você diria sobre certa situação. Sinto falta do jeito que você ria, e de como era bom me sentir protegida. Só sei que ainda sinto sua falta. Tomara que isso passe com o decorrer do tempo.

Enfim, 2012 foi o fodão. Aprendi muito, muito mais do que pensei que iria aprender e viver na minha vida. Acredito que estou saindo deste ano uma pessoa completamente diferente da que entrou, muito mais sensata, muito mais vivida, muito mais experiente. Muitas coisas aconteceram e com elas, apenas uma certeza. A certeza de que Deus está cuidando de mim e que finalmente, as coisas estão dando certo. Só posso agradecer, muito, e esperar que 2013 seja tão bom quanto.




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

 Keyla Rocha.

Hoje, dia 12 de Dezembro de 2012, ela faz 18 anos.

E é claro que eu vou escrever isso e talvez eu mande o link, talvez amanhã, pra sacanear ela hoje e fingir que sou indiferente. O que obviamente eu não sou.

Sabe aqueles amigos a quem você ama muito e sente uma necessidade estranha de honrar o compromisso? Pois é. Ela nunca exigiu nada de mim. I mean, quase nada. Tudo - a lealdade, a simpatia, o cuidado - veio espontaneamente. Acho mesmo que tudo começou quando ela me aceitou na casa dela pela primeira vez, e entrar naquele universo, que agora é tão acolhedor, foi como uma nova realidade se abrindo.

Se ela é facil? Não. Não mesmo. Mas com o tempo, aprendi sobre entender ela, entender suas atitudes, entender que ela vai acabar agindo de algumas maneiras que vão me enlouquecer e irritar, mas é o jeito dela. Não exigi antes e nem nunca vou exigir que ela seja diferente do que é para que eu me sinta melhor.

Ela carrega sonhos e ao mesmo tempo, não sabe abrir mão do passado. Constantemente, vejo ela retornando ao que foi, ao que era, ao que existia, talvez em busca de razões, de sensibilidade ou por medo de que isso também se perca. Acho engraçado que ela parece ser tão "desapegada", tão "descontraída" só que ao mesmo tempo, existe um lado dela, um lado bem mais escondido, onde ela é sensível e vulnerável, onde as lembranças a atingem de uma maneira frágil. Só que também percebi que ela não gosta que as pessoas vejam esse lado dela.

Eu acredito, que as vezes, ela use o bom humor pra mascarar os próprios sentimentos.

Essa maldita da Keyla é tão distante que as vezes parece que ela simplesmente não se importa se você fala com ela ou não. Mas esses dias eu percebi que ela se importa sim, mas aquele orgulhinho desgraçado dela atrapalha que ela assuma o que está sentindo. O que é uma pena.

Fisicamente, eu acho ela linda, mas ela simplesmente ignora meus elogios com uma pitada de ironia. Falo que é gata, que merece um cara lindo e gostoso que a faça feliz, mas o que ela acha? Que falo um monte de bobagens. Acho que 89% das coisas que falo pra ela são descartadas como bobagens, e ela talvez, enfâse em talvez, ela escute os 11%, mas também não é nenhuma garantia.

Não entendo ela quando se trata dos amigos, mas também nem tento entender. Ela é leal, embora seja dificil pra ela verbalizar isso. É dificil pra ela verbalizar qualquer coisa, e se você é do tipo que precisa de excessivas declarações e demonstrações de amor, bom, ela não é pra você. Pra se manter do lado dela, você tem que ser confiante, tem que entender que ela pode te amar sem ter a necessidade de falar disso, porque ela prefere demonstrar em atitudes, porque em gestos também é dificil. Ela só verbaliza a raiva. Ah é, nisso ela é craque. Pode te derrubar com meia duzia de palavras.

Mas sabe que, com todos os defeitos, com todas as imperfeições, com todas as crises, eu a amo? Porque essa menina, gente, me faz sentir feliz. Me faz bem. Faz com que eu me sinta uma boa amiga, uma boa pessoa. Ela tem uma presença encantadora e sabe quando cuidar de quem precisa. Ela tem todo um instinto de família, e eu sempre a admiro quando vejo tomando a iniciativa dentro da casa dela. Acho que se eu pudesse ser um pouco mais como ela, eu ficaria feliz. A amizade dela é mais do que importante pra mim, é essencial. Talvez não exista palavras para quantificar o quanto eu quero vê-la feliz, o quanto quero que ela seja bem sucedida em todos os seus caminhos, o quanto eu amo ela.


Que ela tenha um feliz aniversário hoje. Que esteja rodeada de amigas, de família e saiba, novamente, que é uma pessoa especial e que merece tudo de melhor que há neste mundo. Que os olhos dela ainda tenham esse mesmo brilho e esse mesmo lampejo de carinho daqui a 50 anos. Que os cabelos dela ainda sejam tão lindos, e que o sorriso dela ainda seja tão doce. Que ela encontre um homem, "homem", que a faça sorrir e entenda a sua tpm, e diga que ela está linda até naqueles dias em que você sabe que não está. Que esse mesmo homem diga à ela todos os dias o quanto é sortudo por tê-la. Que ela ainda seja a minha amiga, que ela ainda me ame da maneira que eu sinto que ela me ama, porque é claro que daqui a 10, 50, 100 anos, eu ainda a amarei.

Porque o que é verdadeiro, a gente sabe. O que é de verdade, o tempo não mata, fortalece. 

(A verdade é que hoje ela faz 19. Sim, sou péssima com datas e ainda mais pra guardar idade dos outros. Mas a minha amnésia parcial não me faz menos amiga, né? Nem vou mudar isso lá em cima, porque acho que o erro rendeu uma boa piada.)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012


Guardar mágoa é uma merda, e é uma merda tão grande que nunca para de feder. Você vê a pessoa e logo milhões de xingamentos, sentimentos ruins, assassinatos imaginários aparecem e preenchem seus olhos, seus fígados, seus pulmões, sua mente. Sabe a sensação de respirar ódio? Eu já vivi.

Diz um certo ditado popular que "Odiar alguém é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." Não discordo. É claro que guardar o ódio é prejudicial e definha a sua alma, mas existem pessoas que simplesmente ativam isso dentro de nós, como pequenos interruptores. E eu pergunto para vocês, como que o ódio pode ser disseminado ou silenciado? Existe essa opção?

Eu sou uma pessoa dificil, e confesso que guardo os sentimentos ruins, deixo eles se acumularem junto com um planejamento vil de como retribuir tudo na mesma medida ou de maneira pior. Não me orgulho de ser assim e não recomendo este tipo de comportamento para ninguém. Seja melhor do que eu. Seja superior. Retribua o mal com o bem. Deus não quer que sejamos um bando de rancorosos vingativos, ele quer que partilhemos o amor um pelo outro.

Não diga: "Jéssica, você quer que os outros façam mas você não faz" porque eu já disse várias vezes que não sirvo de exemplo. Não me acho digna de ser considerada exemplar porque deixo muito a desejar. Ao mesmo tempo que possuo um grande coração, eu possuo uma grande raiva dentro de mim, instalada onde eu não posso alcança-la. Eu assumo os meus limites na esperança de que vocês vençam os seus e superem aquilo que eu não pude superar.

 Se eu quero gritar e chorar nesse momento?
 Claro que quero. 
 Vai adiantar alguma coisa?
 Claro que não.

 Honestamente, lágrimas são libertadoras porém inúteis. Nada se conquista chorando, nem berrando nos ouvidos    alheios. Só que as vezes, me pego pensando na seguinte equação: "chorar não adianta" versus "a única coisa possível é chorar". O que se faz quando a solução para determinada situação não está ao nosso alcance?

 Eu sei que deveria me desligar. Eu simplesmente não sei como fazer isso.

terça-feira, 20 de novembro de 2012


 Já teve a sensação de estar enjaulado dentro de si mesmo?

Eu me senti assim, dias atrás. Estava sentada dentro do carro, esperando minha tia voltar e observando um rapaz que estava debruçado sobre o muro da sorveteria. A vista desse muro é linda, dá pra ver metade da cidade dali. Ele parecia inquieto, olhando para aquele horizonte de prédios e casas, ruas e carros. E depois de certo tempo, ficou quieto, com os braços abertos e apoiados na mureta.

Mas eu me senti muito mais conectada com a vista dele do que com ele. Eu me senti na pele dele, olhando para aquele horizonte e tendo a sensação de que eu estou enjaulada dentro de mim mesma. De que existe alguém muito mais visceral, mais impetuosa, mais poderosa - apenas enclausurada dentro de mim pela pessoa externa. Parece que eu vivo muito pelo social, pelas regras, pelo estatuto social declarado através das boas maneiras e não faço aquilo que dentro de mim está pulsando para ser feito.

Não estou dizendo que quero sair por aí cometendo atrocidades ou irresponsabilidades como uma adolescente sem freio. Mas há algo dentro de mim, algo que me impulsiona a lutar, a correr atrás daquilo que precisa ser feito, de quebrar algumas regras - e que as vezes acaba sendo silenciado pelo bom senso, pela sensatez.

Eu não posso garantir que se esse meu "eu" realmente conseguisse florescer seria algo positivo ou construtivo. Talvez revelasse falhas no meu caráter. Talvez libertasse pensamentos cruéis e destrutivos. No fundo, pode ser que haja um ótimo motivo para tal alter ego nunca vir a tona. Quem sabe as coisas que poderiam acontecer. A sensação de estar enjaulada é ruim, mas o que dizer da sensação de estar fora de controle? Quem sabe o que há no mais profundo da alma humana, lá no fundo, abaixo das convenções sociais?





 Hoje eu cheguei a uma conclusão, que sei lá, parece ser triste. Não tenho certeza se ela é triste mesmo, ou se a minha perspectiva acabou revelando buracos e rachaduras que não estavam lá.

Nós não temos ninguém.

Você não pode contar com ninguém, não totalmente. Não incondicionalmente. Nem mesmo se a pessoa for a sua melhor amiga, for sua irmã, até mesmo seus pais. Em algum momento, eles se colocarão em primeiro lugar e você terá que se livrar sozinho.

E isso dói. Porque demoramos tanto a confiar nas pessoas e de repente, estamos recolhendo os cacos. Porque demoramos a confiar e não adianta, por que aquela pessoa em que você confiou, é aquela que vai te derrubar. Por que pensamos nos outros torcendo para que quando eles estiverem na mesma situação eles pensem em nós, mas isso não acontece. O altruísmo acaba se virando contra quem o pratica.

Não que isso vá mudar minha natureza. Ou será que vai? Será que algum dia vou endurecer e parar de confiar, parar de amar genuínamente e me tornar tão egoísta quanto as pessoas com as quais eu convivo?

Mas eu tenho uma dica para vocês. As vezes, a gente passa tempo demais com a visão errada. Dando prioridade a certas pessoas que até gostam da gente, mas ignorando aqueles que merecem a prioridade, aqueles que estão sempre nos dando força e cuidando das nossas asas quebradas.  Mude isso. Preste atenção em quem está ao seu lado quando você atinge o fundo do poço. São essas as pessoas que merecem lealdade.  Não as que te dão tapinhas na costa e sorrisos calorosos.

Concluindo, ou você é forte ou se dá mal. Porque no final das contas, estamos sozinhos. Não temos ninguém.

domingo, 30 de setembro de 2012

Mãe seriadora.


 Não sei se já comentei por aqui, mas vamos entrar no assunto. Eu sou viciada em seriados. Sou uma seriadora, amante dos mais distintos tipos de série. Baixo, acompanho, leio reportagens, busco spoilers, vejo sneek peaks. As vezes, no entanto, um seriador é mal interpretado pela família e amigos. Chamado de viciado, retardado, alienado, etc.

Vocês, seriadores, já imaginaram se sua mãe compartilhasse essa paixão com vocês? Seria bom ou ruim?

Bom, eu estou aqui pra falar sobre isso. Porque eu passo por isso. Minha mãe é uma seriadora nata, e foi dela que eu herdei essa paixão. Dona Luciana (ou Tia Lu, para alguns) que o diga. Alguns dos seriados que ela acompanha:

  • Damages
  • Criminal Minds
  • NCIS
  • CSI (todas as franquias)
  • Body of Proof
  • Missing
  • Covert Affairs
  • Unforgettable
  • Law & Order
  • Law & Order SVU
  • Law & Order Criminal Intent
  • Castle
  • Revenge
  • Once Upon A Time
  • Good Christian Belles
  • Ghost Whisperer
  • The Good Wife
  • Person Of Interest
  • The Firm 
Claro, entre outros que no momento não lembro. E não é só assistir aleatoriamente, ela sabe a história de cada personagem, o que acontece em cada temporada, quem é quem... eu fico boba. Nem eu consigo acompanhar tudo isso, morro de preguiça! Mas ela não, adora.

Segue abaixo a minha última conversa com ela sobre Once Upon A Time:

"mãe, o que aconteceu na season finale de Once Upon A Time?"

"ah, o menino morreu."

"pera, o filho da Regina?"

"é, ele comeu a maçã envenenada"

"mas não era uma torta, mãe?"

"isso, a torta"

"mas é só isso, é assim que acaba?"

"não, aquela loira lá, a mãe biológica dele fica la chorando no leito dele"

"mas e a Regina, mãe?"

"ela fica vendo tudo do vidro"

"mas ela tava chorando?"

"ah tava, tava chorando igual eu to chorando agora"  (sinta o sarcasmo)

"nossa, mas que final nada a ver, pensei que tinha umas coisas mais legais"

minha mãe com cara de impaciente: "tbm nao é assim. aquele sr gold trai as duas e vai embora e tal, aí essa loira, como chama essa sua amiguinha de House mesmo?"

"emma, mãe"

"isso, a emma luta com um dragão e tal"

"mas nao acredito que o filho da Regina morre mãe, pelo amor de deus"

"mas presta atenção, a emma tava la chorando porque é a lagrima do amor verdadeiro que vai acordar ele, jéssica, presta atenção"

"ai mae, nao gosto mesmo dessa serie, a Regina faz de tudo pelo moleque e ele só quer saber dessa loira enjoada, aff"

"concordo que a rainha má é muito mais bonita que essa menina do House."

"ai mãe, eu prefiro a Regina."

"ai fia, ultimamente eu tbm to preferindo e até entendendo as atitudes da Regina viu"

AGORA ME DIZ:  -comofas- pra superar sua mãe torcendo pela vilã?  Orgulho define. Ter mãe seriadora é a melhor coisa do mundo, gente!

Prometo que vou postar mais pérolas dela sobre seriados. No próximo post.

domingo, 1 de julho de 2012

"Preciso de você."

"Preciso de um esmalte novo."

"Preciso de uma bota que combine."

"Preciso sair."

"Preciso de um namorado."

"Preciso de dinheiro."

"Eu preciso disso."

"Eu preciso daquilo."

- Precisa mesmo?

Hoje em dia é fácil perder o foco quando analisamos o que são as nossas necessidades. Confundimos o real significado. Uma coisa que eu aprendi, duramente, é que a melhor maneira de afastar alguém é dizer: "eu preciso de você."

Sério. Vocês deviam testar essa teoria para ver que eu não estou mentindo. É tiro e queda. Precisar de alguém é uma armadilha. Nunca cometa esse erro. Quando passamos a precisar de alguém, o relacionamento está, no mínimo, desgastado. E não vai acabar bem. Porque, pense comigo, pessoas não podem ser necessidades. Você tem que apreciar a companhia e não necessitar fisicamente disso.

O que a gente realmente precisa são aquelas coisas simples e primárias, chamadas de necessidades fisiológicas, sabe? Alimentação, morada, estudo... ou vai dizer que isso é menos importante que um esmalte? Tente viver sem alimento e veremos.

Precisar demais de alguém te torna vulnerável e fraco. Não estou sendo dura demais nem auto-suficiente, só afirmando o que todo mundo sabe. Se você acreditar que só está completo na companhia de outras pessoas, você está dizendo ao mundo que não é capaz de nada sozinho.

Honestamente, não sou nenhuma herege. Gosto da companhia de algumas pessoas, gosto de ter amigos e relacionamentos. Mas sei o meu limite, ou pelo menos, estou aprendendo. Aprendendo a me amar e cuidar de mim acima de tudo, porque se algum dia eu perder tudo e/ou todos, eu precisarei somente de mim.

Isso sim é necessidade.

sábado, 30 de junho de 2012

Crianças.


Já falei como são lindas?

Me enchem de amor, de alegria, de carinho. Observando as crianças me atenho à cada detalhe da filosofia humana. Crianças pequenas, que ainda não foram corrompidas pela mídia, pelos pais ou pela influência da vida, possuem uma essência tão pura que chegam a ser quase anjos.

Crianças devolvem aquilo que damos à elas. Não menos, não mais. Se você as trata com delicadeza e amor, elas devolvem amor genuíno. Elas devolvem carinho. Se você as trata mal, elas devolvem respostas malcriadas e comportamentos inadequados. Ou seja, é simples. Não é complexo como os relacionamentos adultos, onde você recebe algo bem diferente do que ofereceu.

Crianças tem olhos destreinados. Elas ficam deslumbradas com os detalhes que consideramos insignificantes. Elas sorriem para você através de uma concepção divertida do mundo. Tudo é bonito, tudo é interessante.

Crianças não traem. Elas não tem preconceitos, não tem discriminação, não tem ressentimentos. Uma pequena briga é esquecida em cinco minutos, um mal entendido se resolve com um sorriso.

Sei que tem muitas pessoas que não gostam de crianças, porque são barulhentas, dramáticas, choronas, ou qualquer outro adjetivo ruim. Mas crianças são passíveis de observação, sabe? Tudo que elas fazem, quer seja um comportamento inadequado ou  dificuldade de aprendizado, tudo isso é resultado da soma de diversos fatores que influenciam muito a criança, como estrutura familiar, personalidade, traumas, o nível da educação oferecida, facilidade em aprender.

Portanto, se uma criança se comporta mal ou de maneira inconveniente, ela tem um motivo importante para isso.

E mesmo com todas essas influências, as crianças conseguem ser mais verdadeiras e honestas do que os adultos. Essa é a principal razão pela qual eu prefiro ficar com elas.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Um dia qualquer.

Dormir. Alarme. Banheiro. Yoga. Jeans. Tênis. Moletom. Rabo de cavalo. Bolsa. Celular. Cozinha. Caneca. Café. Teclado. Cadeira. Porta. Chave. Portão. Rua. Ônibus. Terminal. Trabalho. Colchão. Mais trabalho. Caminhada. Amigos. Bebida. Risada. Loja de sapatos. Praça. Banca de jornal. Ônibus. Terminal. Padaria. Rua. Casa. Celular. Janta. Televisão. Notebook. Internet. Cama. Revista. Celular. Cachorros. Esmalte. Cabelo. Oral-B. Brincar com a gata. Cama. Dormir.

Sabe, Coração, o Cérebro acha que você é burro. Ele não vai muito com a sua cara, já percebi. Ele me disse que você sempre toma as decisões erradas e ele tem que vir atrás, limpando a bagunça. Não sei. Olha... Eu entendo que o cérebro é um pouco bravo. Eu sei, eu sei. Ele é fechado e respondão lidando com tanta responsabilidade que acaba perdendo o bom humor. Não é culpa dele, mas ele me disse, Coração, que você não entende o poder que têm. Você, quando decide tomar caminhos inusitados sem avisar ninguém, coloca todo o corpo em risco. Os sentidos começam a falhar, diversas partes do corpo começam a desobedecer ao Cérebro e ele... Bom, ele faz o que pode. Ele tenta segurar as pontas, mas tem momentos que só pode lamentar as suas ações. Tudo bem, não faz mal.

Conversei com o Coração, Cérebro. Ele não ficou magoado com o que você disse, sabia? Ele é meio flexível. Talvez até demais, mas é delicado. Você podia pegar mais leve com ele, sabe? É um órgão cheio de vitalidade. Por isso que está sempre tomando decisões impulsivas. Não é por rebeldia. É porque ele espera o melhor das pessoas. Ah, claro que não! O Coração não tem a sua agilidade, Cérebro. Ele é ingênuo, imaturo... É como uma criança. E quando ele se parte, não consegue mais lidar com o resto do corpo. Ele perde a autonomia e é por isso que precisa de você. Ele precisa que você tome as rédeas da situação, precisa que você o obrigue a continuar. Ele pode ser pequeno, mas é forte, Cérebro.

E eu percebi que vocês têm muito para aprender um com o outro.

domingo, 27 de maio de 2012

Recebi da minha eterna Liesel a indicação para o meme "11 questions". Já enrolei o suficiente e o insuficiente e agora vou fazê-lo. Desculpe a demora. Vou postar as regras aqui, o que eu obviamente já li várias vezes para entender. Ou eu sou lenta ou é um pouco complicado, tanto faz.

"Cada pessoa tem que postar 11 coisas sobre si mesma em seu blog, responder as perguntas de quem te indicou e criar 11 novas perguntas para quem você for indicar responder, escolher 11 pessoas para indicar e colocar o link delas no seu post, comentar no blog das pessoas que você escolheu e dizer que as indicou e não indicar a tag para quem já te indicou."

Acho que nem conheço 11 blogueiros. Sou bem limitada, se quer saber.

11 coisas a meu respeito.


  1. Sou apaixonada pela Beyoncé. Não apenas porque ela é bonita ou porque canta maravilhosamente bem. Ela, como um todo, me fascina. Aprendi muito sobre independência, força, autoestima, segurança... muito. Admiro o talento e inteligência dela para bolar músicas e shows que falam por si só. Amo muito, mesmo.

     
  2. Amo livros. Devoro-os em dois ou três dias e aí os guardo eternamente.


  3. Sou fascinada por perfumes importados. Atualmente estou na busca do Armani Code.

  4. Tenho uma fama bem mentirosa. Por alguma razão, as pessoas se mantêm à distância, achando que eu vou maltratá-las ou ser fria e insensível ao se aproximarem. Trata-se de uma reputação mal atribuida se querem saber. Quem se dá ao trabalho de comprovar os boatos, contesta que são meramente falsos.

  5. Tenho um amorzinho especial pelo meu cabelo. Estou sempre mudando ele, mas sempre, acima de tudo, cuidando dele como se fosse o mais importante. Provavelmente, cuido melhor do meu cabelo que da minha saúde. Deve ser por isso que tenho 5 shampoos diferentes.

  6. Valorizo muito, muito minha família e amigos. Acho que antes de coisas materiais ou status social, é essencial dar valor ao que vem na base de tudo.

  7. Sou prática com os meus relacionamentos, mas no fundo, sou romântica. Flores, pôr do sol, mãos dadas, carinhos no cabelo, tudo isso me consome em matéria de felicidade.

  8. Sou ciumenta, assumida e em tratamento. Não é falta de confiança, nem egoismo. Eu simplesmente tenho medo de perder as pessoas/coisas que amo. É mero instinto de auto-preservação. Acabo excedendo o limite, as vezes. É complicado.

  9. Amo tudo que se relaciona com moda. Amo revistas, desfiles, editoriais, photoshoots, casting, reality shows, bastidores, tu-do! E please, não confundam com futilidade. Existem muitas discrepâncias entre admirar um trench coat e admirar ossos saindo da pele.

  10. Sou muito sincera. Isso conquista tantas amizades e inimizades que você nem faz idéia. Quando se é muito sincero, você imediatamente odeia falsidade e a falsidade está por toda parte. Não tenho duas caras e não uso dois pesos na mesma balança. Posso ser grossa mas pelo menos não sou injusta.

  11. Trabalho diariamente com crianças. Isso é revigorante. Elas sabem te fazer sentir amado e querido, te deixam entrar no mundo delas, te ensinam muito sobre humildade e imparcialidade. É incrível.


11 questions.



  • Qual a sua palavra preferida?
    Deboche.

  •  Gosta de ler? Se sim, qual o seu livro preferido?
    Amo! Meu livro preferido é A Menina Que Roubava Livros, do Markus Zusak.

  •  Qual a música que mais te define?
    Gostaria de saber. Na verdade, penso que seria um medley de Keeps Gettin Better da Christina Aguilera e Corações Animais do Zé Ramalho.

  • O que mudaria em você?
    Esse cíumes descontrolado.

  • O que te atrai em uma pessoa?
    Primeiramente, os olhos e o sorriso. Mas a maturidade me mantêm atraída.

  • O que faz nas horas vagas?
    Fico na internet a maior parte do tempo. Quando não estou lendo, gosto de ir na casa dos meus amigos.

  • Qual o seu maior medo?
    Perder minha família.

  • Qual a coisa mais simples que te faz feliz?
    O sol.

  • Se pudesse escolher um lugar para morar, qual seria?
    A California. Porque não chove lá. É maravilhoso.

  •  O que não suporta nas pessoas?
    Falsidade. Ou você é uma coisa, ou outra.

  • Qual a sua mania mais bizarra?
    Achar que estou num clipe musical toda vez que coloco os fones de ouvido.

~Não tenho ninguém para indicar no momento, mas vou trabalhar nisso. I promise.
Eu estou cansada.

O problema é descobrir o que anda me cansando mais. Quer dizer, estou cansada fisicamente e esse é o menor dos problemas, afinal eu trabalho muito e entendo o porque deste cansaço. A vida é corrida e os compromissos são muitos e extensos.

Mas a maior parte do meu cansaço não é físico. Provavelmente não é nem mental. Suspeito que eu esteja emocionalmente cansada. E a culpa... Bem, é minha e das pessoas ao meu redor.

Na maior parte dos casos, a culpa é toda minha mesmo. Me devoto demais às pessoas. Não que seja errado ser dedicada, mas nem todos merecem ou apreciam isso porque não são todas as pessoas que retribuem. Apego-me a elas, carrego os problemas delas, acolho a felicidade delas, vivo por elas.

E quem vive por mim?

Esta é a raiz dos problemas. Eu li em algum lugar que "quando você passa a valorizar muito alguém, está perdendo o seu valor". Analisei a frase em si e espatifei os meus conceitos nela. É uma verdade tão nua e crua que chega a ser absoluta. Tudo que você entrega para os outros sem pensar duas vezes, vai te fazer falta algum dia.

Hoje, infelizmente, estou mudando. E falo infelizmente porque eu percebo que isso está me tornando alguém menos envolvente e fascinante, me aproximando mais das pessoas comuns; tirando aos poucos algo que me define e me transformando naquilo que é normal aos olhos alheios.

Deve ser por isso que estou cansada. Cansada de amar, de confiar e de me machucar. Cansada de carregar uma imagem que não corresponde a mim, não de verdade. Cansada de me iludir, achando que as pessoas cuidarão tão bem de mim quanto me esforço em cuidar delas.

Acho que é assim mesmo. A gente cansa, mas quem disse que a gente pára? Pois eu li também que "cansar é uma coisa, desistir é outra. Quem desiste deixa de lutar, mas quem cansa não desistiu, continua lutando."

Espero que não seja um mero ditado.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Honestamente, vale a pena viver?

Não sei.

Penso seriamente a respeito e saio sempre sem uma resposta satisfatória. Quer dizer, é sofrimento demais e nem sempre passa. Nem sempre aprendemos alguma coisa de útil. As vezes, é só sofrimento.  

Então acaba sendo como dizia Manuel Bandeira: "A vida não vale a pena nem a dor de ser vivida." Mas aí você pára e pensa em tudo de bom que obtemos todos os dias. As coisas simples. Um sorriso de quem se ama. Um olhar de uma criança. O sol nascendo, o sol se pondo, o mar se abrindo e tudo o mais. E é uma pena pôr um fim em tudo isso. 

Sim, eu sei. Têm os problemas. Os inconvenientes problemas, que não pedem com licença, não pedem por favor, não agradecem. Chegam mal humorados, bagunçam a nossa vida, nos fazem chorar, queimam nossos miolos em busca de soluções e...

Bom, vocês sabem como funciona. 

Mas a verdade, gente, é que não importa o problema que você tenha. Não importa a complexidade ou a seriedade ou o diâmetro que ele pode influenciar. 

Porque, independente disso tudo, a vida continua. Quer bem, quer mal, os problemas não paralisam a vida. Ela continua correndo, pelas suas veias, pelos seus poros, a cada inspirada e expirada realizada.

E se a vida continua, com toda a sua elegância e nobreza, quem somos nós para parar?

Portanto, não sei dizer à vocês se vale a pena viver ou não. Só sei que valendo a pena ou não, estamos vivos. Então continue caminhando porque o tempo não pára. 

Muito menos a vida.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Amizade, as vezes, é isso.

Deixar ir. Livrar. Soltar.

Não por falta de amor, não por falta de de cuidado, nem porque acabou.

Amizade é uma das formas mais nobres e provincianas de amar. É amar o suficiente para abrir mão, é amar demasiadamente. Não significa que o sentimento morreu ou enfraqueceu. Posso estar errada, mas acredito que essa situação demonstre o quão forte é o laço que os une.

Porque tudo isso que eu disse sobre deixar ir, livrar e soltar, é uma maneira de dar espaço e liberdade para quem se ama, para que elas alcem vôo e que conheçam o mundo de possibilidades e pessoas que os cerca. Esperamos pacientemente que essas pessoas retornem para os nossos braços, para o nosso amor, para a nossa vida.

O problema é que isso, infelizmente, não acontece sempre, mas dependendo da intensidade do amor, da amizade e, principalmente, da lealdade; elas retornam sim.  Sempre mais lindas, mais fortes, renovadas.
Como tudo na vida, a amizade também precisa de um intervalo, uma breve interrupção para que o sentimento não se desgaste.

Porque, meu caro, a amizade às vezes é isso: É entender que quem te ama genuinamente sempre volta, não importa o que aconteça.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Misture pessoas de todos os estados brasileiros vestidas da mesma maneira. Em questão de meio  minuto, você consegue identificar o paulista. Ele estará caminhando apressado ou correndo, olhando no relógio de instante em instante.

Pressa.

Ta aí uma palavra que define o paulista. Somos escravos do tempo, somos escravos do relógio. Temos tempo para tudo e ao mesmo tempo, não temos tempo para nada. Perdemos a hora, nos atrasamos, corremos, criamos atalhos, remarcamos e mesmo assim estamos sempre correndo.

É o literal "tempo é dinheiro".

O que ganhamos com isso? Nada. Vivemos em correria e cuidamos de tudo e de todos, menos de nós mesmos. Vivemos doentes, seja pelo ritmo acelerado, seja pela poluição da cidade, pelo estresse do trabalho, pelo estresse do trânsito.

Engraçado que somos a metrópole que "move" tudo, mas não movemos um músculo na direção certa. Não sabemos aproveitar a vida. Somos um dos estados mais desanimados, mais estressados, mais nojentinhos. Todos os outros sabem festejar como ninguém, nós não. Todos os outros sabem que dá tempo de cumprir as obrigações e ainda tirar um tempinho para relaxar, nós desconhecemos esse fato.


Quer dizer, é tão ridículo.

Do que adianta dinheiro, carros, casarões, jóias, eventos, festas, restaurantes e o diabo á torto se você não tem saúde, não tem família, nao tem amigos para sequer dividir isso com você? Do que adianta status social se você passa mais tempo sentado em um escritório do que vivendo?

Não almejo grandes fortunas nem uma grande fama internacional para mim. Acho, pessoalmente, que a vida vai além do seu emprego e do que você conseguiu comprar com ele. Acho também que é importante valorizar as pessoas, porque elas sim são imprevisíveis e você nunca sabe quando as verá pela última vez.

E aí está uma coisa boa entre todas as coisas maléficas que eu aprendi crescendo em São Paulo: o tempo acaba.

Aproveite as oportunidades que têm enquanto você pode.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

 Não faço questão de julgar ninguém. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não fiz o blog para dar lição de moral ou porque me julgo superior. Cada um carrega uma história, uma experiência, uma vida, idéias, hipóteses e inúmeras situações. Estou aqui para partilhar conhecimento e experiências.

Só isso.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

"Quando as coisas ficam ruins, eu sempre encontro um modo de torna-las piores"

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Honestamente, é muito egoísmo para pouco ser humano. Você vai me dizer que eu tô exagerando?
 Não vejo ninguém chamando a galera para ir fazer qualquer coisa voluntária.
Ah é, claro. No natal.
Engraçado.
"Campanha Natal Sem Fome". É.

Do jeito que vocês agem, parece que as pessoas só sentem fome no natal. Quer dizer, existem mais 364 dias no ano, sabia? O que as pessoas deviam comer nesses dias?
Mas sabe como é, no natal todo mundo fica mais comovido, mais meigo. No natal todo mundo se lembra dos outros, de gastar fortunas comprando presentes e fazendo comida, como se o mundo fosse se acabar de tanto comer.

Sério, vocês são preocupantes.

"Campanha de Inverno: Doe um agasalho".
Não, não to desmerecendo a campanha. Ou o ato de doar um agasalho, que é realmente muito bondoso. Mas ok, a pessoa veste o agasalho e volta a dormir.... na rua?
Já parou para pensar nisso?
"Não tenho dinheiro nem para mim, como vou ajudar os outros?"
É amigo, saia um pouco dessa sua camada burguesa e materialista. Nem tudo é questão de dinheiro. Nem tudo é questão de ter.
Muitas pessoas só querem que você esteja lá.

Como por exemplo, asilos. Pessoas que tiveram uma vida decente, que trabalharam e muitas delas são abandonadas pela família nesses lugares. Você acha que eles querem seu dinheiro? Não. Eles querem alguém que os visite, que sente com eles e os escute falar sobre a vida que tiveram. Alguém que os acompanhe no café da tarde e cante moda de viola com eles.
Novamente, eles não querem seu tão precioso dinheiro.

E sabe onde ficam as crianças que são retiradas dos pais irresponsáveis, ou aquelas que tem a guarda retirada dos responsáveis?
Elas ficam em casas transitórias. Algumas vivem em orfanatos. Sabem o que elas querem de você? Não é dinheiro, não é roupa nova. Elas querem saber que são importantes para alguém. Que merecem ser amadas.  

Experimente viver num mundo onde se está sozinho esperando uma migalha de empatia humana. Imagine-se sozinho no mundo, rezando para que alguém goste o suficiente de você a ponto de tirá-lo dali. Essas crianças precisam de um pouco de amor e nós todos temos amor suficiente para distribuir para eles. Elas precisam de alguém que as visite, que brinque com elas, que as faça sentir especiais.
Afinal, todas as crianças são especiais.

No final das contas, essas são as opções mais preocupantes, mas é claro que há centenas de outras. Será que alguém se importa?
É fácil sair de uma família tradicional com pai, mãe e irmãos, e avós e tios que o encorajam e incentivam a correr atrás dos seus sonhos. É fácil combater as dificuldades do mundo quando se está forte física e emocionalmente.

Pense um pouco nessas crianças abandonadas, crescendo em um ambiente onde elas só têm a si mesmas. Pense bem naquelas pessoas que batalharam a vida toda e só esperam respeito e companheirismo dos mais jovens. Pense bem se você não tem um pouquinho de afeto para ceder, para transformar a vida de alguém. Eu posso garantir que isso é mais valioso que o seu dinheiro.

E não vai custar nada.
 Não sei qual é a etiqueta quando chega o fim.

Não sei se somos feitos para dizer adeus, não sei se é mais elegante manter o silêncio, se é mais poético não chorar e sair caminhando na chuva ou na neve. Talvez até seria, se a vida fosse um filme. Mas a vida não é.

Nunca vai ser daquele jeito. Quando um relacionamento que era verdadeiramente importante acaba, você não vai sentar na beira do rio e ficar olhando para a agua com cara de horizonte. Desculpe, mas não é assim que acontece. Isso pode até acontecer, mas esse é o estágio final do processo. Você só vai ter essa passionalidade quando superar o que aconteceu.

Na verdade, eis o que vai acontecer realmente. Você vai chorar. Talvez muito, talvez pouco, mas é um fato. Porque dói. E cada segundo que você martelar tudo na sua cabeça, desde o começo até o fim, vai doer um pouquinho mais. As memórias felizes vão machucar, as memórias ruins vão parecer piores, você vai se perguntar como não percebeu nada antes, você vai se sentir ingênuo e pequeno.

Mas quem pode prever o fim? Quem pode prever o final de um romance, o fim de uma amizade, o fim de uma família?

Não dá pra cobrar nada dos outros. Quer dizer, não existe nada que nos obrigue a amar alguém ou ser fiel, ou fazer qualquer outra coisa em prol alheio. Não há regras. Seguimos um padrão ético e respeitoso que abrange os relacionamentos, mas como julgar as pessoas que o infringem? Quem pode decidir o que sentir e o que não sentir; quem pode decidir onde fica o equilíbrio?

As vezes, o problema é amar demais. Eu sei, isso é meio contraditório. Mas quando amamos demasiadamente alguém, acabamos cometendo um dos piores erros: ignoramos todo e qualquer indício de que algo está errado. Relevamos todo tipo de rachadura, pois de acordo com a nossa opinião, o alicerce está forte o suficiente. E aí quando estamos no meio dos escombros, nos perguntamos o que deu errado.

Uma pergunta retórica.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Não entendo as mulheres e olha que eu sou uma delas.
Porque essa necessidade absurda de estar sempre impecável?

Não estou dizendo, de maneira nenhuma, que é errado ou que um pouco de vaidade faz mal. Quer dizer, toda mulher que se ama gosta de se sentir bonita e atraente. É completamente normal. Vestir-se elegantemente, receber elogios, sentir-se feminina. Para dizer a verdade, tudo isso é muito, muito agradável.

Mas sabe quando a situação passa a ser desagradavel?

Quando se torna obssessiva. É preocupante quando uma mulher só se sente bonita se estiver por baixo de camadas de maquiagem. Que precisa estar com o cabelo perfeitamente impecável e com roupas recém compradas, sustentadas por saltos mais altos que o Shaquille O'Neal.

 Uma autoestima saudável requer que você se sinta bem consigo mesma. E consigo mesma significa com você, com quem você é, sem a interferência de fatores externos.

Honestamente, eu admiro mais as mulheres que são conscientes da sua beleza. Que não se importam em prender o cabelo em um rabo-de-cavalo, em vestir uma camisa, um shorte, um par de havaianas e sair. Elas se sentem incrivelmente bonitas mesmo tendo passado apenas um batom cor-de-boca nos lábios.

Pessoalmente eu acredito que o bem estar pessoal é mais essencial para a felicidade e satisfação própria do que a necessidade de impressionar o outro. Porque ser perfeita o tempo todo é exaustivo. E não vale a pena, porque... veja bem, não somos perfeitos.

Não adianta gastar dinheiro comprando algo que, na sua essência, tem que vir de dentro de cada um de nós.
Amar é tão clichê.

Sim, eu sei que essa frase soa arrogante, soa insensível. Mas se você parar pra analisar, vai notar que é verdade. O ato de amar se tornou modinha.

Não estou dizendo que o amor perdeu a força ou deixou de ser o combustível que move o mundo. Não. Estou dizendo que, de repente, a definição de amor se perdeu, junto com outras definições que eram perfeitamente razoáveis.

Fascínio, paixão, amor. Para algumas pessoas, é tudo a mesma coisa. Mas não devia ser assim. Fascínio é aquilo que você sente pela imagem da pessoa. Não porque ela é romântica ou porque você se sente bem com ela, mas porquê você a acha atraente. O fascínio é, em grande parte, alimentado pelos olhos.

A paixão é maior do que o fascínio. Ela envolve tanto o modo que você vê a pessoa quanto o que você sente por ela. Carinho, desejo, felicidade, bem estar, tudo se mistura na paixão. E a paixão é louca, muito louca. Descontroladamente louca. E para ajudar, é cega.

A paixão é tão cega que você ignora defeitos do tamanho da Argentina. Você fica burro e altamente impulsivo. Tudo é movido por impulso. Quer dizer, você não sabe o que está fazendo. Sério. Se não tomar cuidado, uma paixão fica tão intensa que chega a ser auto-destrutiva.

Mas longe disso tudo, vem o amor. O amor é, resumidamente, o sentimento gerado através daquilo que você sabe a respeito de alguém. Quanto mais você conhece essa pessoa, mais você a ama. É por isso que eu digo que o amor está sendo deformado. As pessoas se conhecem há semanas e trocam juras de um amor eterno como se fosse bom dia. Na verdade, tem muita gente que "ama" pessoas que mal conhece.

Quer dizer, será que ama mesmo?

Acho que o amor é importante demais para ser tão desvalorizado. Eu bem que gostaria de dizer que as pessoas não vão mais ser tão falsas a respeito dos próprios sentimentos, mas eu não posso mudar os outros. Eu só posso mudar a minha perspectiva.

E quem sabe mudando o problema em mim, eu possa contribuir de maneira significativa para que o amor continue em alta.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quanto mais conheço a humanidade, mais prefiro a solidão.

Os desastres naturais não são atos premeditados. Não são escolhas pessoais. São consequências que provém do abuso excessivo da natureza pelas pessoas. Um terremoto, por exemplo. Ele não sente. Ele não quer se vingar de ninguém, ele não pensa nas vantagens que terá, ele não planeja como vai ser.

Ele simplesmente acontece, sem saber quem vai atingir ou que tipo de danos vai causar.

Existe pessoas que se assemelham à terremotos. Elas não pensam nas atitudes que tomam. Não se preocupam em saber quem elas podem machucar e que tipo de mágoa elas estão gerando. Na verdade, elas não se importam com o que as outras pessoas pensam ou vivem.

Elas se preocupam, sim. Com as vantagens, com a felicidade que vão obter, com as pessoas que querem impressionar, com os status que querem conquistar. Elas arrastam o seu coração numa enxurrada de entulhos mas não se importam nem um pouco em fingir que estão tocadas pela sua desgraça.

E assim como os desastres naturais, a decepção também é o resultado de uma série de atos abusivos. De desrespeito, de egoísmo, de negligência.

A diferença é que a natureza não tem consciência, não tem intenções, não tem sentimentos. Mas as pessoas têm.

Ou pelo menos, deveriam ter.

domingo, 8 de janeiro de 2012

 O medo é como um velho parente.

 Ele não pede licença. Ele não pergunta se pode ou não entrar. Ele não se importa se for uma boa hora ou não.

Ele simplesmente chega, puxa uma cadeira e senta. As vezes por horas. As vezes por minutos. As vezes por uma vida. 

Com algumas pessoas, o medo é amável. Ele chega faceiro, quietinho e até as abraça com força. Mas com outras pessoas ele chega violento, ríspido, podendo até machucar e sair sem se preocupar em checar se a pessoa está bem.

Seria ótimo saber que podemos matar o medo. Mas como se mata algo que vem de dentro de nós? Quer dizer, não é impossível, mas exige que uma parte de nós morra junto com ele. Vale a pena?

Eu sei o que você vai dizer. Que vale. Porque carregar um medo crônico (desses que dura a vida toda) tem um efeito devastador em qualquer pessoa. Você perde a paz.  Você entra em pânico, você chora, você reza a Deus para morrer e tudo acabar logo.

Mas tem uma coisa que eu preciso dizer a vocês, queridos. Um pequeno ditado que ouvi anos atrás e mudou a minha maneira de ver o medo.

"Coragem é só para quem tem medo."

Portanto, o homem mais corajoso é o mais medroso. A diferença é que ele tem a capacidade, a força necessária de enfrentar o que o amedronta. A diferença é que ele tem sonhos maiores do que seus medos e isso o incentiva a continuar lutando, por mais que ele já tenha apanhado.

Não vale a pena se enterrar por causa de algo que nos dá medo. Quer tenhamos 7 ou 70 anos, quer temamos um bicho papão ou a morte, a vida é curta demais para ser encurralada.

Você tem todas as armas necessárias para vencer. É só usá-las.