Amar é tão clichê.
Sim, eu sei que essa frase soa arrogante, soa insensível. Mas se você parar pra analisar, vai notar que é verdade. O ato de amar se tornou modinha.
Não estou dizendo que o amor perdeu a força ou deixou de ser o combustível que move o mundo. Não. Estou dizendo que, de repente, a definição de amor se perdeu, junto com outras definições que eram perfeitamente razoáveis.
Fascínio, paixão, amor. Para algumas pessoas, é tudo a mesma coisa. Mas não devia ser assim. Fascínio é aquilo que você sente pela imagem da pessoa. Não porque ela é romântica ou porque você se sente bem com ela, mas porquê você a acha atraente. O fascínio é, em grande parte, alimentado pelos olhos.
A paixão é maior do que o fascínio. Ela envolve tanto o modo que você vê a pessoa quanto o que você sente por ela. Carinho, desejo, felicidade, bem estar, tudo se mistura na paixão. E a paixão é louca, muito louca. Descontroladamente louca. E para ajudar, é cega.
A paixão é tão cega que você ignora defeitos do tamanho da Argentina. Você fica burro e altamente impulsivo. Tudo é movido por impulso. Quer dizer, você não sabe o que está fazendo. Sério. Se não tomar cuidado, uma paixão fica tão intensa que chega a ser auto-destrutiva.
Mas longe disso tudo, vem o amor. O amor é, resumidamente, o sentimento gerado através daquilo que você sabe a respeito de alguém. Quanto mais você conhece essa pessoa, mais você a ama. É por isso que eu digo que o amor está sendo deformado. As pessoas se conhecem há semanas e trocam juras de um amor eterno como se fosse bom dia. Na verdade, tem muita gente que "ama" pessoas que mal conhece.
Quer dizer, será que ama mesmo?
Acho que o amor é importante demais para ser tão desvalorizado. Eu bem que gostaria de dizer que as pessoas não vão mais ser tão falsas a respeito dos próprios sentimentos, mas eu não posso mudar os outros. Eu só posso mudar a minha perspectiva.
E quem sabe mudando o problema em mim, eu possa contribuir de maneira significativa para que o amor continue em alta.
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