terça-feira, 26 de junho de 2012
Sabe, Coração, o Cérebro acha que você é burro. Ele não vai muito com a sua cara, já percebi. Ele me disse que você sempre toma as decisões erradas e ele tem que vir atrás, limpando a bagunça. Não sei. Olha... Eu entendo que o cérebro é um pouco bravo. Eu sei, eu sei. Ele é fechado e respondão lidando com tanta responsabilidade que acaba perdendo o bom humor. Não é culpa dele, mas ele me disse, Coração, que você não entende o poder que têm. Você, quando decide tomar caminhos inusitados sem avisar ninguém, coloca todo o corpo em risco. Os sentidos começam a falhar, diversas partes do corpo começam a desobedecer ao Cérebro e ele... Bom, ele faz o que pode. Ele tenta segurar as pontas, mas tem momentos que só pode lamentar as suas ações. Tudo bem, não faz mal.
Conversei com o Coração, Cérebro. Ele não ficou magoado com o que você disse, sabia? Ele é meio flexível. Talvez até demais, mas é delicado. Você podia pegar mais leve com ele, sabe? É um órgão cheio de vitalidade. Por isso que está sempre tomando decisões impulsivas. Não é por rebeldia. É porque ele espera o melhor das pessoas. Ah, claro que não! O Coração não tem a sua agilidade, Cérebro. Ele é ingênuo, imaturo... É como uma criança. E quando ele se parte, não consegue mais lidar com o resto do corpo. Ele perde a autonomia e é por isso que precisa de você. Ele precisa que você tome as rédeas da situação, precisa que você o obrigue a continuar. Ele pode ser pequeno, mas é forte, Cérebro.
E eu percebi que vocês têm muito para aprender um com o outro.
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