segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Quanto mais conheço a humanidade, mais prefiro a solidão.

Os desastres naturais não são atos premeditados. Não são escolhas pessoais. São consequências que provém do abuso excessivo da natureza pelas pessoas. Um terremoto, por exemplo. Ele não sente. Ele não quer se vingar de ninguém, ele não pensa nas vantagens que terá, ele não planeja como vai ser.

Ele simplesmente acontece, sem saber quem vai atingir ou que tipo de danos vai causar.

Existe pessoas que se assemelham à terremotos. Elas não pensam nas atitudes que tomam. Não se preocupam em saber quem elas podem machucar e que tipo de mágoa elas estão gerando. Na verdade, elas não se importam com o que as outras pessoas pensam ou vivem.

Elas se preocupam, sim. Com as vantagens, com a felicidade que vão obter, com as pessoas que querem impressionar, com os status que querem conquistar. Elas arrastam o seu coração numa enxurrada de entulhos mas não se importam nem um pouco em fingir que estão tocadas pela sua desgraça.

E assim como os desastres naturais, a decepção também é o resultado de uma série de atos abusivos. De desrespeito, de egoísmo, de negligência.

A diferença é que a natureza não tem consciência, não tem intenções, não tem sentimentos. Mas as pessoas têm.

Ou pelo menos, deveriam ter.

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