sábado, 21 de dezembro de 2013
Nas minhas filosofias da semana, uma palavra se tornou regente. Convivência. Tá aí uma coisa difícil de se adaptar, difícil de se conciliar e principalmente de apreciar. Não é todo mundo que a facilita, e muita gente com certeza a dificulta.
Primeiro, porque pouca gente leva a sério a Ética da Reciprocidade. Sabe, aquele negócio de não fazer com o outro o que você não gostaria que fosse feito à você? Pois é. Parece fácil, mas pouca gente coloca em prática. Não me excluo. Embora eu seja uma pessoa bem pacífica na maior parte do tempo, sei que as vezes coloco meus sentimentos à frente, principalmente quando são feridos. É gente, eu também falho, e assumo descaradamente.
Por outro lado, tem pessoas que simplesmente impossibilitam uma convivência harmônica. Não me julguem por dizer isso, mas não considero educado a convivência sadia com alguém que simplesmente suga a felicidade dos outros e só expira infelicidade ao seu redor. Pessoalmente, sou bem prática com quem adiciono à minha vida, e pessoas que nada me adicionam são as primeiras a quem eu veto. Não por maldade, apenas porque com o passar do tempo, você começa a dar valor à leveza da alma, e aí fica seletivo quanto à que tipo de bagagem emocional quer carregar.
Segundo, que a convivência nasce daquilo que você oferta. Se você quer sempre ter razão, quer sempre estar à frente e acima, se você não sabe cooperar e só quer saber de coordenar (principalmente de longe), então tenho péssimas notícias sobre a sua política de convivência. Conviver é escolher suas batalhas. É, as vezes, deixar o outro ter razão para manter a paz. É saber trabalhar em equipe, saber aceitar que as vezes a ideia de outra pessoa pode ser melhor que a sua, é entender que um time só alcança resultados melhores quando trabalha junto.
A convivência é uma coisa frequente. Portanto, se você acha que está deixando a desejar, repense e mude. Mudar não é ruim, pessoal. A pessoa que constantemente se transforma, transforma também o mundo ao seu redor. Quanto mais aperfeiçoar o seu trato com os outros, vai entender porque as vezes um animal de garrafa PET consegue ser mais amado do que um ser humano difícil.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Não é engraçado quando você passa horas, dias, meses, anos fazendo tudo o que está ao seu alcance por alguém, cuidando das cicatrizes dessa pessoa, colocando-lhe sorrisos no rosto, recolhendo seus cacos, consertando suas rachaduras, ouvindo seus dramas, assistindo suas comédias, apoiando seus sonhos e festejando suas conquistas, sem receber definitivamente nada em troca? E aí, exatamente quando você se cansa, dá meia volta e decide cuidar de si mesma, essa pessoa subitamente resolve dar valor a tudo o que você fez? Não é engraçado o sentimento de "agora é tarde demais"? A sensação de "infelizmente isso acabou pra mim"?
Não, não é.
Portanto, tome cuidado para não ser este alguém.
Um minuto de silêncio ou até talvez mil, por todos aqueles que já choraram no escuro enquanto todo mundo dormia; que já choraram no chuveiro; que já choraram em silêncio enquanto caminhavam sozinhos; que já usaram aquela desculpa esfarrapada do "caiu um cisco no meu olho" e/ou "eu estava descascando cebola".
Sei o que muitos vão dizer. Chorar não é errado, mesmo que muitos não gostem de fazê-lo na frente dos outros. Dizem que não muda nada, mas eu digo que se não muda, pelo menos alivia. Chorar não é covardia e muito menos fraqueza, é demonstrar humanidade.
Se você precisar, chore. Se não precisar mas estiver precisando, também. Não lute contra si mesma porque eu bem posso dizer (baseada em experiência própria) que dói mais. Aqueles que não choram, seja por vontade própria ou porque não conseguem, acumulam a dor. Armazenam montanhas de sentimentos e não há exatamente nada de benéfico nisso.
Chorar é um exercício para lavar da nossa alma os pedregulhos do sofrimento. Portanto, fique à vontade. Deixe escapar através dos seus olhos tudo aquilo que seus lábios não podem ou não querem dizer.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A Fernanda, minha inspiração de ser, me presenteou com uma verdade incontestável esses dias:
E algumas pessoas despertam em mim um lado quase adormecido, um lado mau, um lado vingativo, um lado que quer fazer mal, destruir, magoar, ofender... Um lado que eu passei a vida toda tentando calar e trancar, e aí a pessoa o acende como um fósforo novo.
Se eu luto contra mim mesma? Não. Eu bloqueio o que posso, apesar de algumas coisas escapulirem por entre meus dedos. Eu mantenho distância (uma distância gélida onde nem bom dia é aceitável, porque infelizmente eu sou assim 'pão pão, queijo queijo') e me concentro nas pessoas que merecem.
Nem sempre dá certo, mas explodir com certeza causaria danos muito, muito maiores.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
- A camisa da nossa Seleção é sustentável.
Fabricada com fios de poliéster reciclado, a nova camisa oficial da Seleção Brasileira de futebol é feita a partir de 13 garrafas PET. - Temos salões de beleza à céu aberto.
No Pelourinho, em Salvador (BA), qualquer um - de qualquer idade ou classe social - pode fazer trancinhas e tererê nos cabelos, no meio da rua! As baianas têm suas barraquinhas, todas equipadas com fitas, contas e fios coloridos, próximas a pontos turísticos. - Nossas cidades podem ter nomes criativos.
Não-Me-Toque (RS); Passa e Fica (RN); Ressaquinha (MG); Bofete (SP)... precisamos continuar? - Temos um cartão-postal de tirar o fôlego.
Símbolo do Brasil, o Cristo Redentor foi incluído entre as novas sete maravilhas do mundo moderno em 2007 e, em 2009, foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Do Cristo é possível observar o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara, com a Enseada de Botafogo ao centro. A vista é puro espetáculo! - Temos um âncora verde.
André Trigueiro, jornalista com pós-graduação em gestão ambiental e autor de vários livros sobre o assunto, criou o site mundosustentavel.com.br.Nele é possível ler notícias e novidades sobre o meio ambiente. - Criamos o brigadeiro e o pão de queijo.
Sim, essas duas iguarias são 100% brasileiras. A mistura de leite condensado, chocolate em pó e manteiga, mais conhecida como brigadeiro, encanta crianças e adultos, brasileiros e "gringos". No Sul, ele é chamado de "negrinho". Tão simples mas tão espetacular...E o que dizer do pão de queijo, receita típica de Minas Gerais? Sua consistência macia e elástica é irresistível. Quentinho, então... Ele é tão apreciado que empresas brasileiras o exportam para a Europa, Estados Unidos e Japão! - Temos universidade dentro de penitenciária.
Recém-inaugurada em Campina Grande (PB), o campus universitário funciona na Penitenciária de Serrotão, uma parceria entre a Secretaria de Estado da Administração Penitenciária e a Universidade Estadual da Paraíba. - Somos bons anfitriões.
Grande exemplo da hospitalidade brasileira foi a Jornada Mundial da Juventude, realizada em julho. Pessoas de várias religiões ofereceram hospedagem em suas casas aos peregrinos cristãos. - A caipirinha é nossa!
O drinque mais famoso do país leva cachaça, limão, gelo e açúcar. Mas também pode ser preparado com uma infinidade de frutas que temos disponíveis: abacaxi, morango, maracujá, melancia, carambola, umbu, cupuaçu e seriguela são alguns exemplos. Há também variações com substitutos para a cachaça, como vodca, rum ou saquê. Muito fáceis e práticas, as receitas podem ser feitas em poucos minutos. Mas a quantidade dos ingredientes quem determina é o gosto do freguês! - O povo da Floresta tem mania de ler.
"Estações de leitura" - unidades móveis de estantes com livros são encontradas em vários pontos da capital e do interior do Amazonas, como parte do projeto Mania de Ler, programa de incentivo e acesso à leitura da Secretaria de Estado da Cultura do Amazonas. Só em 2012 foram disponibilizados cerca de 7 mil livros para a população amazonense! - Tem algodão colorido no nosso sertão.
Por meio de métodos de melhoramento genético naturais, o algodão do Nordeste brasileiro já nasce nas cores marrom, verde, safira e rubi. - Nossas vacas produzem energia elétrica.
No interior de São Paulo, o produtor rural Acir Peliello instalou em seu sítio um sistema que utiliza um biodigestor para transformar dejetos de vaca em energia. Ele evita a contaminação do meio ambiente e economiza na conta de luz! - Temos um cartunista que é o rei da inclusão.
Cebolinha tem dislalia, mas fala pelos cotovelos; Humberto não fala, mas se comunica pela língua de sinais; Dorinha é portadora de deficiência visual, mas circula de forma independente com sua bengala; Luca é cadeirante, mas um ótimo jogador de basquete - todos "filhos" de Maurício de Sousa, nosso maior cartunista e pai da Turma da Mônica. - O povo acordou e foi para as ruas.
Depois de mais de 500 anos de notória "docilidade", as redes sociais mudaram a forma do povo expressar sua opinião. Basta ver como as recentes manifestações foram convocadas: Facebook e Twitter, por exemplo, desempenharam um papel fundamental em sua organização. - Além de uma maravilha do mundo moderno, também temos uma da natureza!
De beleza estonteante, as Cataratas do Iguaçu, em Foz de Iguaçu, foram reconhecidas em 2012 como uma das novas maravilhas da natureza - título do Brasil e da Argentina (assim como as Cataratas). - Fazemos poesia na praça.
Em Dourados (MS), na Praça Antonio João, há vários arcos com fotos e poesias em homenagem ao autor cuiabano Manoel de Barros. - Nosso índio é doutor.
Almir Suruí, líder indígena da etnia paiter suruí, é doutor pela Universidade Federal de Rondônia e ministra aulas de sustentabilidade no mestrado de geografia da instituição. Além disso, em parceria com uma empresa americana,Almir desenvolve um projeto de crédito de carbono que ajuda a proteger as florestas do povo Suruí em Rondônia. - Temos uma infinidade de frutas.
Se pararmos pra pensar, em que outro lugar do mundo há uma variedade tão grande de frutas frescas como no Brasil? Abacate, abacaxi, açaí, acerola, ameixa, banana, caqui, carambola, cajá, coco, cupuaçu, goiaba, graviola, jabuticaba, jaca, laranja, limão, maçã, manga, mangaba, maracujá, melancia, melão, pera, pêssego, pitanga, seriguela, tangerina, uva... Ufa! - Nosso astronauta é o primeirão.
Cesar Pontes, astronauta brasileiro, foi o primeiro sul-americano e primeiro lusófono a ir ao espaço. - Nossos estudantes fazem escolas.
Luiz Carlos Guedes, o Luti, estudante de 20 anos do Rio de Janeiro, reuniu recursos para a construção de uma escola e de bibliotecas em São Miguel, no município de Portel, na Ilha do Marajó (PA).
Fonte: Seleções - Reader's Digest/ Setembro 2013
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Tango argentino.
Estava lendo um poema de Manuel Bandeira, um desses onde ele esquarteja a existência humana para então nos fazer rir de nós mesmos. Onde já se viu um médico dizer ao paciente que dado o seu quadro, a única coisa a ser feita é dançar um tango argentino?
Engraçado e parece incompreensível se elevado ao patamar da realidade. Parei pra pensar que nos esborrachamos a vida toda à procura da tal felicidade e não desconfiamos que ela não quer ser procurada, e sim aceita. Aposto que toda vez que alguém deixa ela falando sozinha, dizendo que está indo procurá-la, ela provavelmente revira os olhos e resmunga o quanto os humanos são idiotas.
E sim, nós somos idiotas. Procuramos razões, equações, teoremas para explicar o que não precisa ser explicado. Complicamos o descomplicado. Cavamos túneis pra chegar ao nossos objetivos, sendo que as vezes há uma escada bem ao nosso lado que nos leva para o mesmo lugar.
Por isso, fica aqui uma dica que parece ser tiração de sarro mas não é: se você quer ser feliz, seja feliz.
"Quem vê pensa que é simples assim!" E é. É a gente que cristaliza a felicidade como se fosse impossível, como se fosse uma recompensa, um prêmio, quando na verdade ela fica bem na nossa frente, torcendo pra gente abrir os braços e abraçá-la bem forte.
Talvez seja difícil se acostumar a pensar assim, mas com o tempo você vai ver que faz toda a diferença.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Hoje pra variar, um post em agradecimento.
Porque é claro, existem momentos e momentos, a vida pode ser várias coisas em vários momentos, mas eu preciso registrar esse dia, porque hoje ela parece incrivelmente valiosa, bem preenchida e abençoada hoje. Não bebi nada alcoólico, antes que vocês pensem que é felicidade pós-bons drinks.
Agradecer porque tem pessoas na minha vida que fazem as coisas ruins desaparecerem quando estão por perto. Com elas, não preciso me esforçar em ser alguém que não sou, não preciso ser mais forte do que preciso, posso me permitir ser eu mesma - com as inseguranças e fraquezas que me tornam mais humana do que pareço pro resto do mundo.
Agradecer porque eu tinha outra escolha - nós sempre temos - mas eu escolhi seguir em frente. Escolhi fazer das dificuldades uma alavanca para o futuro e não uma catapulta para o passado.
Agradecer porque eu me tornei uma pessoa muito especial, porque tudo foi parte de um plano maior para me tornar alguém sensível aos outros, a sua dor, a sua perda, ao seu mundo e sua fragilidade. Porque sei que meu pai estaria esplendidamente orgulhoso de mim se estivesse por aqui; eu mesma tenho muito orgulho. Porque mesmo quando não estou no meu melhor dia, consigo pensar nos outros; consigo praticar a empatia e o altruísmo que aprendi durante a infância.
Agradecer porque sim, fui ensinada a ter bons princípios e ótimas virtudes. Aprendi que família é mais do que uma questão de sangue e certidão, família são aqueles que decidimos amar e proteger.
Agradecer porque Deus tem sido generoso comigo, mais do que eu realmente mereço, porque apesar das dificuldades eu devo me sentir muito sortuda - eu tenho tudo o que poderia desejar, talvez não do jeito que eu achei que teria, mas de uma maneira muito melhor que eu não teria pensado nem em um milhão de anos.
As vezes, passamos tempo demais de joelhos mas pelo motivos errados. Falamos com Deus como se ele fosse o nosso Papai Noel, pronto para dar todos os brinquedinhos ou desejos em que colocamos os olhos.
A gratidão é uma das virtudes mais encantadoras a ser desenvolvida. Que tal praticarmos um pouco?
A existência da hipótese não é nem vantajosa nem prejudicial. Quer dizer, não em excesso. A hipótese serve para nos fazer pensar a respeito de nossas decisões, ela alimenta a nossa curiosidade sobre qual seria o resultado da equação se tivessemos escolhido y em vez de x.
Quando a exaltamos, é porque perdemos demais na decisão que tomamos e lá no fundo, almejamos ter tomado outra decisão... e fantasiar a respeito parece ser um pouquinho consolador. É ilusório e sabemos que o fator "e se" não existe, mas as vezes se deixar enganar não é exatamente um crime.
Por exemplo, eu gostaria de voltar no tempo. Mas quando paro pra pensar nisso, vejo que se tivesse escolhido a outra alternativa, eu não seria o meu eu de hoje. Provavelmente, seria alguém menos sábio, menos preocupado, talvez até menos responsável. Mais leve? Talvez. Mais feliz? Possivelmente. Mas será que eu conseguiria conviver com uma personalidade muito mais pobre? E não digo pobreza material, mas pobreza de espírito, que é com certeza a mais severa de todas.
Antes de alicerçar a vida de vocês em uma coisa tão frágil quanto uma hipótese, se pergunte o quanto você estaria disposto a perder. Fazer uma escolha é deletar o resultado da outra. Não é fácil de entender, mas um detalhe que você mude no seu passado pode transformar completamente o seu presente e ainda mais o seu futuro. A felicidade não é um x desenhado em um mapa. Há diversos caminhos que levam à ela, e você não precisa sentar e chorar porque tomou uma decisão ruim.
Para se fazer uma escolha correta, é preciso adquirir sabedoria. E como se adquire sabedoria? Através da experiência. E como obter experiência? Fazendo escolhas ruins.
Não tenha medo de errar. O seu crescimento depende disso.
Hoje vou dar uma dica a vocês.
As vezes, no decorrer da vida, acabamos agarrando uma bola que não devíamos. Acabamos aceitando situações e problemas que não nos dizem respeito, e depois é praticamente impossível se desfazer deles. Você acaba se enrolando, se enrolando e quando vê está atado a uma teia emaranhada de problemas e preocupações.
Portanto aqui vai a dica: não se sinta culpado por viver a própria vida. Não se sinta mal por não abraçar o mundo com as pernas - não é sua obrigação. Concentre-se na sua própria vida, porque depois de algum tempo, você aprende que lidar com os seus próprios problemas já é demasiadamente suficiente. Deixe que cada um viva o que lhe é condicionado.
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
Não sou bipolar, se é o que vocês vão pensar se eu escrever o que vou escrever aqui depois de um post tão animado sobre a minha viagem de férias. Sentimentos são sentimentos, e os meus andam embaraçados e descontrolados, e o blog era a minha válvula de escape... e eu preciso que continue sendo. Portanto, vamos lá.
Há alguns tempos, me deixei abater por uma maré alta de sentimentos negativos, tristeza e auto-piedade. Por que não? Não que eu tenha me deixado vencer, mas gente, não dá pra ser forte o tempo todo. Não dá pra fingir que nunca vai doer, que nunca vai cansar, que somos de ferro - inquebráveis e valentes, sem nada a temer. As vezes as pessoas não entendem que uma vez baixada a guarda, é mais difícil reerguê-la, uma vez que suas forças se esvaíram e você está sem saber o que fazer.
Se fiquei com vontade de largar tudo, sim, se fiquei com vontade de colocar um ponto final em tudo, fiquei, se eu achei que não valia mais a pena viver, sim, se eu não me matei porque não quis submeter as pessoas que amo a tal sofrimento, sim.
O que realmente importa não é se você se sentiu uma merda ou não, porque todos nós vamos ter dias ruins e dias muito ruins, dias em que a gente acha que o negócio não vai pra frente de jeito nenhum, que nada dá certo, que tudo parece conspirar contra... são esses dias ruins que fazem os dias bons parecerem extraordinários. Todos nós nos sentimos mais ou menos assim, alguns com mais e outros com menos intensidade, mas sentem.
A diferença mora naquilo que fazemos com respeito à estes sentimentos. Só porque você se sente mal, não quer dizer que sua vida é uma merda. Talvez ela pareça uma merda naquele momento. Mas não é. Talvez você se sinta sozinho e irrelevante naquele momento, mas é momentâneo e no dia seguinte, isso muda. No dia seguinte, a vida vale a pena, o sol acorda sorrindo e a vida continua, leve e livre. O que eu quero dizer é, pô, não deixe para tomar decisões quando estiver mal. A perspectiva errada pode mudar tudo. Só porque as coisas deram errado hoje, não quer dizer que você falhou. Quer dizer que você pode tentar novamente, e ter êxito em outro momento. É o excesso de erros que leva ao acerto.
Acredite na sua capacidade de controlar o que sente. Você verá que as poucos, as coisas não são ruins. Elas estão, e este estado está sempre em mutação. A vida é um constante passar de estações, como uma linha de trem inacabável. Não desça do trem só porque não gosta de uma estação. A próxima estação chegará em minutos, e pode trazer surpresas mais do que agradáveis.
Há aproximadamente um mês fiz uma viagem (breve) para o Rio de Janeiro, e como boa viajante, vou traçar um roteiro com meus prós e contras.
Destino: Rio de Janeiro, lar dos cariocas "da gema".
Meio de transporte: Gente, escolhi o ônibus por falta de dinheiro porque claro que avião é chique, mas com a vinda do Papa e tudo o mais, ficou praticamente impossível comprar uma passagem de avião. A menos que eu vendesse meu rim, mas eu o aprecio demais. Mas ônibus é legal, SE você o pegar a noite, for dormindo na maior parte do tempo e comer bem rápido na única parada no Graal, porque o motorista pode lhe deixar para trás.
Rodoviária Novo Mundo: é um verdadeiro exemplo do que é o Rio: a parte térrea é horrorosa, feia, medonha, mas a parte superior é linda, perfumada, e tem até espaço pra tirar uma sonequinha nos puffs... Vai entender. Como dica pessoal, recomendo que todo mundo tenha um Foursquare, porque realmente ajuda quando você está meio que perdido onde não conhece.
Terminal Alvorada: é pra onde você deve ir, se quiser ir pra Praia da Barra como eu. Mas cuidado em pedir informação pra quem trabalha lá porque eu não tive uma boa experiência a respeito.
Praia da Barra: Existe algo que reflita perfeição mais do que a própria palavra perfeição? A praia da Barra é um sonho virando realidade, poxa vida!! Aliás, quando coloquei os pés na areia, branca, limpa, fofa, e sentei na cadeira do quiosque (cujo atendente era muito simpático apesar de ser paulistano e corintiano), achei que estava tendo uma espécie de orgasmo visual. Não tinha ninguém na praia ainda (já eram umas 7h45) e tudo que eu via na minha frente era aquele horizonte coberto de água. Como diz meu professor, "o horizonte acaba onde o infinito começa" e naquele momento eu tive certeza que ele entende das coisas. Aliás, diz a mãe da minha amiga Carol (que mora num apê na beira da praia da Barra (sortuda!)) que é típico da praia tomar um tal de GuaraViton, que é um xarope gelado de guaraná mas é muito bom. Eu não tomaria em São Paulo, porque não tem nada a ver. Mas combina com a praia.
Trânsito do Rio: até flui, porque os carros passam bem rápido e dependendo de onde você está, ou você se joga na frente dos carros ou então se aposenta esperando alguém te dar a preferência, porque eu estive lá e sei que não acontece. Faixa de pedestre não tem nada a ver no Rio. Mas eu gostei porque os motoristas dos ônibus são todos loucos, correm bastante, as pessoas tem que agarrar (literalmente) o ônibus em movimento, eles aceleram nas curvas, enfim... muito mais emocionante que andar de ônibus aqui em São Paulo. Nota 10.
Nota sobre a minha "Guia Turística": Acho que todos vocês deviam aplaudi-la porque ela é uma carioca muito, muito eficiente e que devia seguir carreira em turismo porque todos os lugares que vou postar a seguir ela me levou em apenas 1 dia. Wanessa e seu sotaque foram imprescindíveis para tornar essa viagem foda. Obrigada, gata!
Marina da Glória: Lugar lindo, cheio de barcos, iates, e coisas de luxo que eu não tenho mas posso sonhar em ter. Deu até pra ver o meu homem (o Cristo), porém ele estava encoberto de nuvens. Até sugeri entrar de leve num barco e tirar uma foto rapidinho, mas fui convencida a não fazer isso (até porque não estava com humor para ser presa por invasão de propriedade né).
Arcos da Lapa: Confesso que fiquei morrendo de curiosidade para ir lá num dia de agito, até porque ouvi falar que bomba e tudo mais, mas meu cronograma era muito corrido. Um dia eu volto, claro. Acho engraçado a maneira como monumentos turísticos e históricos são inseridos no meio da cidade e fica parecendo só mais um prédio mas quando você vai ver não é nada disso. E só acho que o gringo que morreu no bondinho que passava ali foi bem irresponsável e acabou com a festa de muita gente. É.
Centro do Rio: Honestamente, tirei um monte de foto de prédios/estátuas que achei lindo, cuja arquitetura é de dar inveja, entretanto conheci muito pouco da cultura ou o que significavam porque eu estava mais preocupada em manter minha bolsa e meu celular a salvo. A reputação do centro não é lá essas coisas. Mas vale dizer que o prédio do Teatro Municipal é um verdadeiro oásis, um sonho em questões estéticos. É tipo perfeição.
Escadaria Selaron: Gente, que lugar mais lindo!!!!!! Fiquei apaixonada assim que cheguei. Também foi um dos lugares que mais me achei turista, com a quantidade de gente que não falava português ali. Mas me apaixonei. Tudo muito colorido, muito vivo, muito Rio de Janeiro. Até fiquei com dó de ir embora e tô aqui com mais dó enquanto escrevo, 50% por que quero voltar logo e 50% por ter que escolher algumas fotos quando todas as trocentas são lindas. Só de lembrar que Snoopy Dogg cantou e sambou sentado ali, já me deixa 1/3 mais feliz e mais famosa, rs. Só que não.
Praia Vermelha: Antes que me perguntem, EU NÃO FIZ QUADRADINHO NENHUM! Deixando isso claro, declaro que o lugar é lindo, não sei como podem ter gravado aquele vídeo de funk infame lá se é uma área militar, mas ok, eu estava lá curtindo o momento quando apareceu uma trupe do JMJ (eles estavam por todos os lados) e estragou meu momento. Mas deu pra tirar foto, gravar vídeo (não, não vou postar o vídeo) mas o morro é tão lindo por baixo quanto por cima. Engraçado como tudo é lindo no Rio de Janeiro.
Pedra do Arpoador/Ipanema/Copacabana: Essas praias tem ondas melhores (mas ainda acho a areia da Barra mais branca), tem a Praia do Diabo que eu também estive que é linda e ótima pra surfar, onde eu comecei a comprar as camisetas de lembrancinha, onde eu conheci a minha amiga jiboia Scarlet (sim, a cobra tirou foto e até tem facebook, acreditem), a Pedra do Arpoador que é monumental de tão bem trabalhada, com aquela vista magnifica e cheia de gente alemã russa e os cacetes estrangeiros por todo o lado. Eu só sei falar "muito bonito" em alemão, então já viu que merda.
Shenaningan's Irish Bar: Para qualquer pessoa que goste de um bom drink e esteja em Ipanema, eu recomendo. A entrada é discreta, em double dose até as 20h, e gente, eles fazem uma Tequila Sunrise que é de parar o trânsito. O ambiente é bem aconchegante, tem música ao vivo e você pode até pedir uma música, o que eu achei de fato muito charmoso. Tem uns gatinhos e a gente conheceu uns holandeses muito fofinhos, e nesse momento percebi que meu inglês é muito bom (e que sou autodidata). E embora pareça que eu estou agarrada ao Floris, não estou, não aconteceu nada e ele namora uma garota tão linda que parece uma princesa, fim.
Hospedagem: Fiquei na casa da minha guia, o que me economizou muito dinheiro. Os pais dela foram muito gentis, simpáticos, gente boa, e mesmo a gente chegando as 2h da madruga. Muita hospitalidade, pela qual serei eternamente grata, assim como serei eternamente tentada a roubar a cachorrinha da Wanessa. Não faltarão oportunidades.
Nota1: Fui com uma idéia do Rio, voltei com outra. Fui com curiosidade e receio, voltei apaixonada e com saudades. O Rio de Janeiro é envolvente e lindo, e dá vontade de ficar lá pra sempre. Eu achava o contrário mas o povo carioca é simpático, disposto a ajudar. Você não precisa pedir ajuda, eles oferecem. Se você pede, se prontificam. Todo mundo é educado, a pronúncia correta e aquele sotaque que dá vontade de apertar. Claro que né, se você não é do Rio e abre a boca todo mundo fica te olhando e tentando adivinhar de onde você é. (Pelo menos não tirei um Ipad da bolsa e tentei explicar pro cobrador pra onde eu estava indo em inglês, porque sim, eu ví um gringo fazendo isso).
Nota2: De tudo que vi e vivi, vou levar uma coisa pro resto da vida. O lema "gentileza gera gentileza". Pra alguns pode ser apenas marketing, pra outros uma idéia mas eu vi que isso funciona lá e por isso talvez eu tenha me apaixonado tanto. É um ótimo lema pra ser vivido. Se você quer que sejam gentis com você, pratique primeiro.
Pronto, pessoal. O roteiro ficou maior do que eu planejava, mas deu pra dar um gostinho. Pretendo voltar para lá muito em breve! Quem sabe eu faça um roteiro menor, não é? Afinal, meu homem me aguarda!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Pessoas fortes.
Passando a peneira.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Não minta pra mim.
Não importa sobre o que, quando, como, em nome do que, em prol de quem. Não minta. Vocês tem alguma idéia do quanto isso me abomina? Eu detesto mentiras. Detesto que as pessoas sejam desonestas, mesmo que seja uma coisa minúscula. Detesto ter a confiança quebrada.
Eu não gosto de mentir. Prefiro sempre ser sincera, por mais que machuque. Porque a verdade pode ser atenuada mas a mentira... bom, veja comigo: mentir é como fazer um buraco durante a chuva. Quanto mais chove, mais você tem que cavar ou o buraco vai transbordar. Mentir nunca tem fim, porque quando finalmente a verdade vem à tona, você tem muito o que explicar. Muitas pessoas são feridas, e muitos problemas são criados.
Aquilo do qual você tentou fugir te alcança, porém agora ele está bem maior.
Nada me irrita mais no mundo do que a sensação de estar sendo passada para trás.
Portanto, fica a dica. Por pior que seja a verdade, não minta pra mim. Você não vai gostar da minha reação quando eu descobrir.
domingo, 20 de janeiro de 2013
"Não tenha um filho se você não quer ser mãe."
Não se trata de estar preparada ou não. Ninguém nasce sabendo como viver. Ninguém nasce com instruções. Mas apartir do momento que você não quer desempenhar esse papel, não importa se você sabe o que fazer ou não. Você já assinou o atestado de negligência.
Honestamente, recue. Por que poucos de vocês chegarão a saber o que é isso. O que é crescer sem o carinho e apoio dos pais. Sem saber a definição de amor materno. Sem saber o que é ter uma figura paterna. Se você acha que é apenas mesquinhez de alguém traumatizado, vou lhe dar alguns exemplos de porque todas as mulheres tem que pensar bem antes de trazer uma criança ao mundo.
Imagine a dor nos olhos de uma criança enquanto os coleguinhas de classe fazem suas lembrancinhas para o Dia das Mães. Imagine se essa criança faz o seu cartão com indiferença porque ela sabe que a mãe não se importa, que a mãe sequer estará em casa para receber o cartão. Imagine como ela vai se sentir ao ver as outras mães aplaudindo seus filhos e ao olhar em volta ela se dar conta de que não há ninguém ali para aplaudi-la. Quando ela se dá conta de que não sabe o que é ter um pai, enquanto os outros montam seus presentinhos de Dia dos Pais. Imagine como é passar pela infância, adolescência e puberdade sem ter alguém para conversar, tirar suas dúvidas, ouvir seus segredos, ajudá-la com os problemas. Sem ninguém para acariciar seu cabelo quando você se sentir triste, sem ninguém para acreditar em você e dizer que te ama mais do que tudo no mundo. Ninguém para acompanhar o seu crescimento, nem para se orgulhar do tipo de pessoa que você se tornou.
Coloque-se no lugar da sua filha adolescente quando ela ver todas as amigas com suas mães e ela nem sabe onde a própria mãe está. Coloque-se no lugar do seu filho, solto no mundo, tendo consciência de que nem a própria mãe quis cuidar dele. Sinta a insegurança, a timidez, o acanhamento que isso insere no caráter de alguém. Mais do que implantar vulnerabilidade em alguém, isso destrói a auto-confiança. Isso destrói o coração de uma criança.
Pode ter certeza que esse tipo de rejeição não passa, como uma mudança de fase na puberdade. Isso cria adultos machucados. Isso cria pessoas incompletas, cheias de medos, inseguranças, medos. Isso cria pessoas carentes e ciumentas, que tem medo de perder as pessoas que ama e acaba sufocando-as.
É por isso que eu digo. Não tenha um filho se você não quer ser mãe. Porque não é a sua vida que você vai arruinar, mas sim a de outra pessoa. A do seu filho. E quando você se der conta do que fez, vai ser tarde demais para consertar os erros.
É obsceno demais privar alguém de ter uma criação saudável e sem traumas.



























