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terça-feira, 5 de novembro de 2013


A Fernanda, minha inspiração de ser, me presenteou com uma verdade incontestável esses dias:

"A pessoa tem aquilo que ela tira de nós. É por isso que temos opiniões tão diferentes da mesma pessoa. Uma pessoa pode tirar de mim apenas coisas boas e por isso eu gosto dela, e pode ser que ela tire apenas coisas ruins de outra, que consequentemente não a aprecia."

Como eu digo, Fernanda é de uma sabedoria incrível. Realmente, as pessoas conseguem aquilo que despertam em nós. E como controlar isso? Como temperar o nosso comportamento de modo que a gente não despeje toda a nossa raiva, frustração, ódio e por aí vai naquela pessoa que insiste em ser o carma da nossa vida?

Penso comigo que sei lá, requer um autocontrole fora do normal. Eu, por exemplo, (e não me gabando) tenho uma paciência muito poderosa, quase ilimitada mas certas pessoas conseguem, de alguma maneira incrível mina-la. Não sei como. Tento me manter calma, tento abstrair mas juro, que no fundo, a minha vontade é dizer todo tipo de ofensa que eu guardo para mim e então atirar um tijolo bem no meio da cara da fulana. Não é o mais educado, eu sei. Como Fernanda também diz, " é da essência do ser humano ser mau."

E algumas pessoas despertam em mim um lado quase adormecido, um lado mau, um lado vingativo, um lado que quer fazer mal, destruir, magoar, ofender... Um lado que eu passei a vida toda tentando calar e trancar, e aí a pessoa o acende como um fósforo novo.

Se eu luto contra mim mesma? Não. Eu bloqueio o que posso, apesar de algumas coisas escapulirem por entre meus dedos. Eu mantenho distância (uma distância gélida onde nem bom dia é aceitável, porque infelizmente eu sou assim 'pão pão, queijo queijo') e me concentro nas pessoas que merecem.

Nem sempre dá certo, mas explodir com certeza causaria danos muito, muito maiores. 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

 Estou aqui hoje para dizer uma coisa muito importante:

Não minta pra mim.

Não importa sobre o que, quando, como, em nome do que, em prol de quem. Não minta. Vocês tem alguma idéia do quanto isso me abomina? Eu detesto mentiras. Detesto que as pessoas sejam desonestas, mesmo que seja uma coisa minúscula. Detesto ter a confiança quebrada.

Eu não gosto de mentir. Prefiro sempre ser sincera, por mais que machuque. Porque a verdade pode ser atenuada mas a mentira... bom, veja comigo: mentir é como fazer um buraco durante a chuva. Quanto mais chove, mais você tem que cavar ou o buraco vai transbordar. Mentir nunca tem fim, porque quando finalmente a verdade vem à tona, você tem muito o que explicar. Muitas pessoas são feridas, e muitos problemas são criados.

Aquilo do qual você tentou fugir te alcança, porém agora ele está bem maior.

Nada me irrita mais no mundo do que a sensação de estar sendo passada para trás.

Portanto, fica a dica. Por pior que seja a verdade, não minta pra mim. Você não vai gostar da minha reação quando eu descobrir.