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terça-feira, 5 de novembro de 2013


A Fernanda, minha inspiração de ser, me presenteou com uma verdade incontestável esses dias:

"A pessoa tem aquilo que ela tira de nós. É por isso que temos opiniões tão diferentes da mesma pessoa. Uma pessoa pode tirar de mim apenas coisas boas e por isso eu gosto dela, e pode ser que ela tire apenas coisas ruins de outra, que consequentemente não a aprecia."

Como eu digo, Fernanda é de uma sabedoria incrível. Realmente, as pessoas conseguem aquilo que despertam em nós. E como controlar isso? Como temperar o nosso comportamento de modo que a gente não despeje toda a nossa raiva, frustração, ódio e por aí vai naquela pessoa que insiste em ser o carma da nossa vida?

Penso comigo que sei lá, requer um autocontrole fora do normal. Eu, por exemplo, (e não me gabando) tenho uma paciência muito poderosa, quase ilimitada mas certas pessoas conseguem, de alguma maneira incrível mina-la. Não sei como. Tento me manter calma, tento abstrair mas juro, que no fundo, a minha vontade é dizer todo tipo de ofensa que eu guardo para mim e então atirar um tijolo bem no meio da cara da fulana. Não é o mais educado, eu sei. Como Fernanda também diz, " é da essência do ser humano ser mau."

E algumas pessoas despertam em mim um lado quase adormecido, um lado mau, um lado vingativo, um lado que quer fazer mal, destruir, magoar, ofender... Um lado que eu passei a vida toda tentando calar e trancar, e aí a pessoa o acende como um fósforo novo.

Se eu luto contra mim mesma? Não. Eu bloqueio o que posso, apesar de algumas coisas escapulirem por entre meus dedos. Eu mantenho distância (uma distância gélida onde nem bom dia é aceitável, porque infelizmente eu sou assim 'pão pão, queijo queijo') e me concentro nas pessoas que merecem.

Nem sempre dá certo, mas explodir com certeza causaria danos muito, muito maiores. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013


 Não sou bipolar, se é o que vocês vão pensar se eu escrever o que vou escrever aqui depois de um post tão animado sobre a minha viagem de férias. Sentimentos são sentimentos, e os meus andam embaraçados e descontrolados, e o blog era a minha válvula de escape... e eu preciso que continue sendo. Portanto, vamos lá.

Há alguns tempos, me deixei abater por uma maré alta de sentimentos negativos, tristeza e auto-piedade. Por que não? Não que eu tenha me deixado vencer, mas gente, não dá pra ser forte o tempo todo. Não dá pra fingir que nunca vai doer, que nunca vai cansar, que somos de ferro - inquebráveis e valentes, sem nada a temer. As vezes as pessoas não entendem que uma vez baixada a guarda, é mais difícil reerguê-la, uma vez que suas forças se esvaíram e você está sem saber o que fazer.

Se fiquei com vontade de largar tudo, sim, se fiquei com vontade de colocar um ponto final em tudo, fiquei, se eu achei que não valia mais a pena viver, sim, se eu não me matei porque não quis submeter as pessoas que amo a tal sofrimento, sim.

O que realmente importa não é se você se sentiu uma merda ou não, porque todos nós vamos ter dias ruins e dias muito ruins, dias em que a gente acha que o negócio não vai pra frente de jeito nenhum, que nada dá certo, que tudo parece conspirar contra... são esses dias ruins que fazem os dias bons parecerem extraordinários. Todos nós nos sentimos mais ou menos assim, alguns com mais e outros com menos intensidade, mas sentem.

A diferença mora naquilo que fazemos com respeito à estes sentimentos. Só porque você se sente mal, não quer dizer que sua vida é uma merda. Talvez ela pareça uma merda naquele momento. Mas não é. Talvez você se sinta sozinho e irrelevante naquele momento, mas é momentâneo e no dia seguinte, isso muda. No dia seguinte, a vida vale a pena, o sol acorda sorrindo e a vida continua, leve e livre. O que eu quero dizer é, pô, não deixe para tomar decisões quando estiver mal. A perspectiva errada pode mudar tudo. Só porque as coisas deram errado hoje, não quer dizer que você falhou. Quer dizer que você pode tentar novamente, e ter êxito em outro momento. É o excesso de erros que leva ao acerto.

Acredite na sua capacidade de controlar o que sente. Você verá que as poucos, as coisas não são ruins. Elas estão, e este estado está sempre em mutação. A vida é um constante passar de estações, como uma linha de trem inacabável. Não desça do trem só porque não gosta de uma estação. A próxima estação chegará em minutos, e pode trazer surpresas mais do que agradáveis.