domingo, 8 de janeiro de 2012

 O medo é como um velho parente.

 Ele não pede licença. Ele não pergunta se pode ou não entrar. Ele não se importa se for uma boa hora ou não.

Ele simplesmente chega, puxa uma cadeira e senta. As vezes por horas. As vezes por minutos. As vezes por uma vida. 

Com algumas pessoas, o medo é amável. Ele chega faceiro, quietinho e até as abraça com força. Mas com outras pessoas ele chega violento, ríspido, podendo até machucar e sair sem se preocupar em checar se a pessoa está bem.

Seria ótimo saber que podemos matar o medo. Mas como se mata algo que vem de dentro de nós? Quer dizer, não é impossível, mas exige que uma parte de nós morra junto com ele. Vale a pena?

Eu sei o que você vai dizer. Que vale. Porque carregar um medo crônico (desses que dura a vida toda) tem um efeito devastador em qualquer pessoa. Você perde a paz.  Você entra em pânico, você chora, você reza a Deus para morrer e tudo acabar logo.

Mas tem uma coisa que eu preciso dizer a vocês, queridos. Um pequeno ditado que ouvi anos atrás e mudou a minha maneira de ver o medo.

"Coragem é só para quem tem medo."

Portanto, o homem mais corajoso é o mais medroso. A diferença é que ele tem a capacidade, a força necessária de enfrentar o que o amedronta. A diferença é que ele tem sonhos maiores do que seus medos e isso o incentiva a continuar lutando, por mais que ele já tenha apanhado.

Não vale a pena se enterrar por causa de algo que nos dá medo. Quer tenhamos 7 ou 70 anos, quer temamos um bicho papão ou a morte, a vida é curta demais para ser encurralada.

Você tem todas as armas necessárias para vencer. É só usá-las.

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