quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Lá se foi 2013.
Muitos clichês se passaram nessa terça feira, hein? Lí tudo de novo. As mesmas ladainhas de 2012, gente. A mesma piada chata do "lembro de 2013 como se fosse ontem", "não durmo desde o ano passado", dormi em 2013 e acordei em 2014". Mas apesar de estarmos impregnados com essas resoluções e frases feitas, acabamos por nos sentir animados, entusiasmados, motivados com a transição. Parece que a magia do ano novo é contagiante.
E então, cá estou eu com um dos clichês. Estudei todos e então defini aquele que mais me identifico:
Sim, gente. Aprendi mais em 2013 do que em metade da minha vida. Aprendi sobre coisas boas e ruins, aprendi por bem e por mal, pela intuição e pela experiência. Errei muito. Mas sabe o que dizem, o sucesso consiste dos erros reaproveitados.
Como viram, o blog está passando por uma transição, não sei se perpétua, sei lá, não sei mais o que vai acontecer daqui pra frente. Tô entrando nesse 2014 com a cabeça limpa, o coração carregado de gente de bem, e sem nada em mente. Pronta para aceitar os projetos e ideias que forem surgindo pelo caminho. Pretendo aparecer aqui no blog com mais frequência e com uma gama maior de assuntos. Vamos ver o que que rola.
De 2013, levo só o que foi bom e deixo para trás tudo o que feriu. Não vou ficar fazendo discursinho porque quem merece ser ovacionado vai continuar comigo e poderei faze-lo durante o ano todo. Só queria dizer aquela palavrinha mágica sem a qual não consigo viver: obrigada.
Obrigada por fazerem minha vida mais feliz. Amo vocês. ♥
sábado, 21 de dezembro de 2013
Nas minhas filosofias da semana, uma palavra se tornou regente. Convivência. Tá aí uma coisa difícil de se adaptar, difícil de se conciliar e principalmente de apreciar. Não é todo mundo que a facilita, e muita gente com certeza a dificulta.
Primeiro, porque pouca gente leva a sério a Ética da Reciprocidade. Sabe, aquele negócio de não fazer com o outro o que você não gostaria que fosse feito à você? Pois é. Parece fácil, mas pouca gente coloca em prática. Não me excluo. Embora eu seja uma pessoa bem pacífica na maior parte do tempo, sei que as vezes coloco meus sentimentos à frente, principalmente quando são feridos. É gente, eu também falho, e assumo descaradamente.
Por outro lado, tem pessoas que simplesmente impossibilitam uma convivência harmônica. Não me julguem por dizer isso, mas não considero educado a convivência sadia com alguém que simplesmente suga a felicidade dos outros e só expira infelicidade ao seu redor. Pessoalmente, sou bem prática com quem adiciono à minha vida, e pessoas que nada me adicionam são as primeiras a quem eu veto. Não por maldade, apenas porque com o passar do tempo, você começa a dar valor à leveza da alma, e aí fica seletivo quanto à que tipo de bagagem emocional quer carregar.
Segundo, que a convivência nasce daquilo que você oferta. Se você quer sempre ter razão, quer sempre estar à frente e acima, se você não sabe cooperar e só quer saber de coordenar (principalmente de longe), então tenho péssimas notícias sobre a sua política de convivência. Conviver é escolher suas batalhas. É, as vezes, deixar o outro ter razão para manter a paz. É saber trabalhar em equipe, saber aceitar que as vezes a ideia de outra pessoa pode ser melhor que a sua, é entender que um time só alcança resultados melhores quando trabalha junto.
A convivência é uma coisa frequente. Portanto, se você acha que está deixando a desejar, repense e mude. Mudar não é ruim, pessoal. A pessoa que constantemente se transforma, transforma também o mundo ao seu redor. Quanto mais aperfeiçoar o seu trato com os outros, vai entender porque as vezes um animal de garrafa PET consegue ser mais amado do que um ser humano difícil.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
É, povo.
O ano praticamente acabou.
Apenas mais 22 dias pra então considerarmos 2013 como encerrado.
Sabem o que é mais engraçado? Não tenho resoluções. Não há nada que eu penso não ter feito em 2013 e que seja alvo para 2014. Após 22 viradas de ano cheias de resoluções, pedidos, objetivos... este ano eu garanto a vocês que não tenho projetos inacabados para o ano que vem. Parece que pela primeira vez na vida, estou satisfeita com tudo. Estou satisfeita com o ano, estou conformada com as mudanças, estou preparada para um novo começo.
Será que é isso a maturidade? Entender o ciclo da vida? Estar satisfeita?
Se é eu não sei, mas garanto que qualquer gostaria de provar o sentimento de serenidade e tranquilidade que me acalenta sempre que estou em silêncio 'com meus botões'.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Não é engraçado quando você passa horas, dias, meses, anos fazendo tudo o que está ao seu alcance por alguém, cuidando das cicatrizes dessa pessoa, colocando-lhe sorrisos no rosto, recolhendo seus cacos, consertando suas rachaduras, ouvindo seus dramas, assistindo suas comédias, apoiando seus sonhos e festejando suas conquistas, sem receber definitivamente nada em troca? E aí, exatamente quando você se cansa, dá meia volta e decide cuidar de si mesma, essa pessoa subitamente resolve dar valor a tudo o que você fez? Não é engraçado o sentimento de "agora é tarde demais"? A sensação de "infelizmente isso acabou pra mim"?
Não, não é.
Portanto, tome cuidado para não ser este alguém.
Um minuto de silêncio ou até talvez mil, por todos aqueles que já choraram no escuro enquanto todo mundo dormia; que já choraram no chuveiro; que já choraram em silêncio enquanto caminhavam sozinhos; que já usaram aquela desculpa esfarrapada do "caiu um cisco no meu olho" e/ou "eu estava descascando cebola".
Sei o que muitos vão dizer. Chorar não é errado, mesmo que muitos não gostem de fazê-lo na frente dos outros. Dizem que não muda nada, mas eu digo que se não muda, pelo menos alivia. Chorar não é covardia e muito menos fraqueza, é demonstrar humanidade.
Se você precisar, chore. Se não precisar mas estiver precisando, também. Não lute contra si mesma porque eu bem posso dizer (baseada em experiência própria) que dói mais. Aqueles que não choram, seja por vontade própria ou porque não conseguem, acumulam a dor. Armazenam montanhas de sentimentos e não há exatamente nada de benéfico nisso.
Chorar é um exercício para lavar da nossa alma os pedregulhos do sofrimento. Portanto, fique à vontade. Deixe escapar através dos seus olhos tudo aquilo que seus lábios não podem ou não querem dizer.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
A Fernanda, minha inspiração de ser, me presenteou com uma verdade incontestável esses dias:
"A pessoa tem aquilo que ela tira de nós. É por isso que temos opiniões tão diferentes da mesma pessoa. Uma pessoa pode tirar de mim apenas coisas boas e por isso eu gosto dela, e pode ser que ela tire apenas coisas ruins de outra, que consequentemente não a aprecia."
Como eu digo, Fernanda é de uma sabedoria incrível. Realmente, as pessoas conseguem aquilo que despertam em nós. E como controlar isso? Como temperar o nosso comportamento de modo que a gente não despeje toda a nossa raiva, frustração, ódio e por aí vai naquela pessoa que insiste em ser o carma da nossa vida?
Penso comigo que sei lá, requer um autocontrole fora do normal. Eu, por exemplo, (e não me gabando) tenho uma paciência muito poderosa, quase ilimitada mas certas pessoas conseguem, de alguma maneira incrível mina-la. Não sei como. Tento me manter calma, tento abstrair mas juro, que no fundo, a minha vontade é dizer todo tipo de ofensa que eu guardo para mim e então atirar um tijolo bem no meio da cara da fulana. Não é o mais educado, eu sei. Como Fernanda também diz, " é da essência do ser humano ser mau."
E algumas pessoas despertam em mim um lado quase adormecido, um lado mau, um lado vingativo, um lado que quer fazer mal, destruir, magoar, ofender... Um lado que eu passei a vida toda tentando calar e trancar, e aí a pessoa o acende como um fósforo novo.
Se eu luto contra mim mesma? Não. Eu bloqueio o que posso, apesar de algumas coisas escapulirem por entre meus dedos. Eu mantenho distância (uma distância gélida onde nem bom dia é aceitável, porque infelizmente eu sou assim 'pão pão, queijo queijo') e me concentro nas pessoas que merecem.
Nem sempre dá certo, mas explodir com certeza causaria danos muito, muito maiores.
E algumas pessoas despertam em mim um lado quase adormecido, um lado mau, um lado vingativo, um lado que quer fazer mal, destruir, magoar, ofender... Um lado que eu passei a vida toda tentando calar e trancar, e aí a pessoa o acende como um fósforo novo.
Se eu luto contra mim mesma? Não. Eu bloqueio o que posso, apesar de algumas coisas escapulirem por entre meus dedos. Eu mantenho distância (uma distância gélida onde nem bom dia é aceitável, porque infelizmente eu sou assim 'pão pão, queijo queijo') e me concentro nas pessoas que merecem.
Nem sempre dá certo, mas explodir com certeza causaria danos muito, muito maiores.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Pessoas, vamos esclarecer:
A autopreservação é tudo nessa vida. Não vou nunca me sentir culpada de me proteger de um risco desnecessário. Não vou acreditar em alguém que eu sempre protegi e não pensou duas vezes ao me deixar, que me vê com raiva, que me odeia secretamente, que com certeza ia recuar assim que tivesse a oportunidade - e me jogaria contra as pessoas que eu amo/estimo. Não aceito agir sorrateiramente mesmo, sou de jogar as cartas na mesa, de colocar os pingos nos is. Não vou pedir desculpas por perceber que iam me sacrificar para obterem o que queriam. Cada uma na sua estrada, e eu não joguei vidro na estrada de ninguém, e não adianta culpar o outro se o caminho dele é de asfalto e o seu é de terra. Aprenda a fazer o melhor com o que você tem; não adianta ter todas as ferramentas se você não sabe utilizá-las.
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