Não faço questão de julgar ninguém. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não fiz o blog para dar lição de moral ou porque me julgo superior. Cada um carrega uma história, uma experiência, uma vida, idéias, hipóteses e inúmeras situações. Estou aqui para partilhar conhecimento e experiências.
Só isso.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Honestamente, é muito egoísmo para pouco ser humano. Você vai me dizer que eu tô exagerando?
Não vejo ninguém chamando a galera para ir fazer qualquer coisa voluntária.
Ah é, claro. No natal.
Engraçado.
"Campanha Natal Sem Fome". É.
Do jeito que vocês agem, parece que as pessoas só sentem fome no natal. Quer dizer, existem mais 364 dias no ano, sabia? O que as pessoas deviam comer nesses dias?
Mas sabe como é, no natal todo mundo fica mais comovido, mais meigo. No natal todo mundo se lembra dos outros, de gastar fortunas comprando presentes e fazendo comida, como se o mundo fosse se acabar de tanto comer.
Sério, vocês são preocupantes.
"Campanha de Inverno: Doe um agasalho".
Não, não to desmerecendo a campanha. Ou o ato de doar um agasalho, que é realmente muito bondoso. Mas ok, a pessoa veste o agasalho e volta a dormir.... na rua?
Já parou para pensar nisso?
"Não tenho dinheiro nem para mim, como vou ajudar os outros?"
É amigo, saia um pouco dessa sua camada burguesa e materialista. Nem tudo é questão de dinheiro. Nem tudo é questão de ter.
Muitas pessoas só querem que você esteja lá.
Como por exemplo, asilos. Pessoas que tiveram uma vida decente, que trabalharam e muitas delas são abandonadas pela família nesses lugares. Você acha que eles querem seu dinheiro? Não. Eles querem alguém que os visite, que sente com eles e os escute falar sobre a vida que tiveram. Alguém que os acompanhe no café da tarde e cante moda de viola com eles.
Novamente, eles não querem seu tão precioso dinheiro.
E sabe onde ficam as crianças que são retiradas dos pais irresponsáveis, ou aquelas que tem a guarda retirada dos responsáveis?
Elas ficam em casas transitórias. Algumas vivem em orfanatos. Sabem o que elas querem de você? Não é dinheiro, não é roupa nova. Elas querem saber que são importantes para alguém. Que merecem ser amadas.
Experimente viver num mundo onde se está sozinho esperando uma migalha de empatia humana. Imagine-se sozinho no mundo, rezando para que alguém goste o suficiente de você a ponto de tirá-lo dali. Essas crianças precisam de um pouco de amor e nós todos temos amor suficiente para distribuir para eles. Elas precisam de alguém que as visite, que brinque com elas, que as faça sentir especiais.
Afinal, todas as crianças são especiais.
No final das contas, essas são as opções mais preocupantes, mas é claro que há centenas de outras. Será que alguém se importa?
É fácil sair de uma família tradicional com pai, mãe e irmãos, e avós e tios que o encorajam e incentivam a correr atrás dos seus sonhos. É fácil combater as dificuldades do mundo quando se está forte física e emocionalmente.
Pense um pouco nessas crianças abandonadas, crescendo em um ambiente onde elas só têm a si mesmas. Pense bem naquelas pessoas que batalharam a vida toda e só esperam respeito e companheirismo dos mais jovens. Pense bem se você não tem um pouquinho de afeto para ceder, para transformar a vida de alguém. Eu posso garantir que isso é mais valioso que o seu dinheiro.
E não vai custar nada.
Não sei qual é a etiqueta quando chega o fim.
Não sei se somos feitos para dizer adeus, não sei se é mais elegante manter o silêncio, se é mais poético não chorar e sair caminhando na chuva ou na neve. Talvez até seria, se a vida fosse um filme. Mas a vida não é.
Nunca vai ser daquele jeito. Quando um relacionamento que era verdadeiramente importante acaba, você não vai sentar na beira do rio e ficar olhando para a agua com cara de horizonte. Desculpe, mas não é assim que acontece. Isso pode até acontecer, mas esse é o estágio final do processo. Você só vai ter essa passionalidade quando superar o que aconteceu.
Na verdade, eis o que vai acontecer realmente. Você vai chorar. Talvez muito, talvez pouco, mas é um fato. Porque dói. E cada segundo que você martelar tudo na sua cabeça, desde o começo até o fim, vai doer um pouquinho mais. As memórias felizes vão machucar, as memórias ruins vão parecer piores, você vai se perguntar como não percebeu nada antes, você vai se sentir ingênuo e pequeno.
Mas quem pode prever o fim? Quem pode prever o final de um romance, o fim de uma amizade, o fim de uma família?
Não dá pra cobrar nada dos outros. Quer dizer, não existe nada que nos obrigue a amar alguém ou ser fiel, ou fazer qualquer outra coisa em prol alheio. Não há regras. Seguimos um padrão ético e respeitoso que abrange os relacionamentos, mas como julgar as pessoas que o infringem? Quem pode decidir o que sentir e o que não sentir; quem pode decidir onde fica o equilíbrio?
As vezes, o problema é amar demais. Eu sei, isso é meio contraditório. Mas quando amamos demasiadamente alguém, acabamos cometendo um dos piores erros: ignoramos todo e qualquer indício de que algo está errado. Relevamos todo tipo de rachadura, pois de acordo com a nossa opinião, o alicerce está forte o suficiente. E aí quando estamos no meio dos escombros, nos perguntamos o que deu errado.
Uma pergunta retórica.
Não sei se somos feitos para dizer adeus, não sei se é mais elegante manter o silêncio, se é mais poético não chorar e sair caminhando na chuva ou na neve. Talvez até seria, se a vida fosse um filme. Mas a vida não é.
Nunca vai ser daquele jeito. Quando um relacionamento que era verdadeiramente importante acaba, você não vai sentar na beira do rio e ficar olhando para a agua com cara de horizonte. Desculpe, mas não é assim que acontece. Isso pode até acontecer, mas esse é o estágio final do processo. Você só vai ter essa passionalidade quando superar o que aconteceu.
Na verdade, eis o que vai acontecer realmente. Você vai chorar. Talvez muito, talvez pouco, mas é um fato. Porque dói. E cada segundo que você martelar tudo na sua cabeça, desde o começo até o fim, vai doer um pouquinho mais. As memórias felizes vão machucar, as memórias ruins vão parecer piores, você vai se perguntar como não percebeu nada antes, você vai se sentir ingênuo e pequeno.
Mas quem pode prever o fim? Quem pode prever o final de um romance, o fim de uma amizade, o fim de uma família?
Não dá pra cobrar nada dos outros. Quer dizer, não existe nada que nos obrigue a amar alguém ou ser fiel, ou fazer qualquer outra coisa em prol alheio. Não há regras. Seguimos um padrão ético e respeitoso que abrange os relacionamentos, mas como julgar as pessoas que o infringem? Quem pode decidir o que sentir e o que não sentir; quem pode decidir onde fica o equilíbrio?
As vezes, o problema é amar demais. Eu sei, isso é meio contraditório. Mas quando amamos demasiadamente alguém, acabamos cometendo um dos piores erros: ignoramos todo e qualquer indício de que algo está errado. Relevamos todo tipo de rachadura, pois de acordo com a nossa opinião, o alicerce está forte o suficiente. E aí quando estamos no meio dos escombros, nos perguntamos o que deu errado.
Uma pergunta retórica.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Não entendo as mulheres e olha que eu sou uma delas.
Porque essa necessidade absurda de estar sempre impecável?
Não estou dizendo, de maneira nenhuma, que é errado ou que um pouco de vaidade faz mal. Quer dizer, toda mulher que se ama gosta de se sentir bonita e atraente. É completamente normal. Vestir-se elegantemente, receber elogios, sentir-se feminina. Para dizer a verdade, tudo isso é muito, muito agradável.
Mas sabe quando a situação passa a ser desagradavel?
Quando se torna obssessiva. É preocupante quando uma mulher só se sente bonita se estiver por baixo de camadas de maquiagem. Que precisa estar com o cabelo perfeitamente impecável e com roupas recém compradas, sustentadas por saltos mais altos que o Shaquille O'Neal.
Uma autoestima saudável requer que você se sinta bem consigo mesma. E consigo mesma significa com você, com quem você é, sem a interferência de fatores externos.
Honestamente, eu admiro mais as mulheres que são conscientes da sua beleza. Que não se importam em prender o cabelo em um rabo-de-cavalo, em vestir uma camisa, um shorte, um par de havaianas e sair. Elas se sentem incrivelmente bonitas mesmo tendo passado apenas um batom cor-de-boca nos lábios.
Pessoalmente eu acredito que o bem estar pessoal é mais essencial para a felicidade e satisfação própria do que a necessidade de impressionar o outro. Porque ser perfeita o tempo todo é exaustivo. E não vale a pena, porque... veja bem, não somos perfeitos.
Não adianta gastar dinheiro comprando algo que, na sua essência, tem que vir de dentro de cada um de nós.
Porque essa necessidade absurda de estar sempre impecável?
Não estou dizendo, de maneira nenhuma, que é errado ou que um pouco de vaidade faz mal. Quer dizer, toda mulher que se ama gosta de se sentir bonita e atraente. É completamente normal. Vestir-se elegantemente, receber elogios, sentir-se feminina. Para dizer a verdade, tudo isso é muito, muito agradável.
Mas sabe quando a situação passa a ser desagradavel?
Quando se torna obssessiva. É preocupante quando uma mulher só se sente bonita se estiver por baixo de camadas de maquiagem. Que precisa estar com o cabelo perfeitamente impecável e com roupas recém compradas, sustentadas por saltos mais altos que o Shaquille O'Neal.
Uma autoestima saudável requer que você se sinta bem consigo mesma. E consigo mesma significa com você, com quem você é, sem a interferência de fatores externos.
Honestamente, eu admiro mais as mulheres que são conscientes da sua beleza. Que não se importam em prender o cabelo em um rabo-de-cavalo, em vestir uma camisa, um shorte, um par de havaianas e sair. Elas se sentem incrivelmente bonitas mesmo tendo passado apenas um batom cor-de-boca nos lábios.
Pessoalmente eu acredito que o bem estar pessoal é mais essencial para a felicidade e satisfação própria do que a necessidade de impressionar o outro. Porque ser perfeita o tempo todo é exaustivo. E não vale a pena, porque... veja bem, não somos perfeitos.
Não adianta gastar dinheiro comprando algo que, na sua essência, tem que vir de dentro de cada um de nós.
Amar é tão clichê.
Sim, eu sei que essa frase soa arrogante, soa insensível. Mas se você parar pra analisar, vai notar que é verdade. O ato de amar se tornou modinha.
Não estou dizendo que o amor perdeu a força ou deixou de ser o combustível que move o mundo. Não. Estou dizendo que, de repente, a definição de amor se perdeu, junto com outras definições que eram perfeitamente razoáveis.
Fascínio, paixão, amor. Para algumas pessoas, é tudo a mesma coisa. Mas não devia ser assim. Fascínio é aquilo que você sente pela imagem da pessoa. Não porque ela é romântica ou porque você se sente bem com ela, mas porquê você a acha atraente. O fascínio é, em grande parte, alimentado pelos olhos.
A paixão é maior do que o fascínio. Ela envolve tanto o modo que você vê a pessoa quanto o que você sente por ela. Carinho, desejo, felicidade, bem estar, tudo se mistura na paixão. E a paixão é louca, muito louca. Descontroladamente louca. E para ajudar, é cega.
A paixão é tão cega que você ignora defeitos do tamanho da Argentina. Você fica burro e altamente impulsivo. Tudo é movido por impulso. Quer dizer, você não sabe o que está fazendo. Sério. Se não tomar cuidado, uma paixão fica tão intensa que chega a ser auto-destrutiva.
Mas longe disso tudo, vem o amor. O amor é, resumidamente, o sentimento gerado através daquilo que você sabe a respeito de alguém. Quanto mais você conhece essa pessoa, mais você a ama. É por isso que eu digo que o amor está sendo deformado. As pessoas se conhecem há semanas e trocam juras de um amor eterno como se fosse bom dia. Na verdade, tem muita gente que "ama" pessoas que mal conhece.
Quer dizer, será que ama mesmo?
Acho que o amor é importante demais para ser tão desvalorizado. Eu bem que gostaria de dizer que as pessoas não vão mais ser tão falsas a respeito dos próprios sentimentos, mas eu não posso mudar os outros. Eu só posso mudar a minha perspectiva.
E quem sabe mudando o problema em mim, eu possa contribuir de maneira significativa para que o amor continue em alta.
Sim, eu sei que essa frase soa arrogante, soa insensível. Mas se você parar pra analisar, vai notar que é verdade. O ato de amar se tornou modinha.
Não estou dizendo que o amor perdeu a força ou deixou de ser o combustível que move o mundo. Não. Estou dizendo que, de repente, a definição de amor se perdeu, junto com outras definições que eram perfeitamente razoáveis.
Fascínio, paixão, amor. Para algumas pessoas, é tudo a mesma coisa. Mas não devia ser assim. Fascínio é aquilo que você sente pela imagem da pessoa. Não porque ela é romântica ou porque você se sente bem com ela, mas porquê você a acha atraente. O fascínio é, em grande parte, alimentado pelos olhos.
A paixão é maior do que o fascínio. Ela envolve tanto o modo que você vê a pessoa quanto o que você sente por ela. Carinho, desejo, felicidade, bem estar, tudo se mistura na paixão. E a paixão é louca, muito louca. Descontroladamente louca. E para ajudar, é cega.
A paixão é tão cega que você ignora defeitos do tamanho da Argentina. Você fica burro e altamente impulsivo. Tudo é movido por impulso. Quer dizer, você não sabe o que está fazendo. Sério. Se não tomar cuidado, uma paixão fica tão intensa que chega a ser auto-destrutiva.
Mas longe disso tudo, vem o amor. O amor é, resumidamente, o sentimento gerado através daquilo que você sabe a respeito de alguém. Quanto mais você conhece essa pessoa, mais você a ama. É por isso que eu digo que o amor está sendo deformado. As pessoas se conhecem há semanas e trocam juras de um amor eterno como se fosse bom dia. Na verdade, tem muita gente que "ama" pessoas que mal conhece.
Quer dizer, será que ama mesmo?
Acho que o amor é importante demais para ser tão desvalorizado. Eu bem que gostaria de dizer que as pessoas não vão mais ser tão falsas a respeito dos próprios sentimentos, mas eu não posso mudar os outros. Eu só posso mudar a minha perspectiva.
E quem sabe mudando o problema em mim, eu possa contribuir de maneira significativa para que o amor continue em alta.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Quanto mais conheço a humanidade, mais prefiro a solidão.
Os desastres naturais não são atos premeditados. Não são escolhas pessoais. São consequências que provém do abuso excessivo da natureza pelas pessoas. Um terremoto, por exemplo. Ele não sente. Ele não quer se vingar de ninguém, ele não pensa nas vantagens que terá, ele não planeja como vai ser.
Ele simplesmente acontece, sem saber quem vai atingir ou que tipo de danos vai causar.
Existe pessoas que se assemelham à terremotos. Elas não pensam nas atitudes que tomam. Não se preocupam em saber quem elas podem machucar e que tipo de mágoa elas estão gerando. Na verdade, elas não se importam com o que as outras pessoas pensam ou vivem.
Elas se preocupam, sim. Com as vantagens, com a felicidade que vão obter, com as pessoas que querem impressionar, com os status que querem conquistar. Elas arrastam o seu coração numa enxurrada de entulhos mas não se importam nem um pouco em fingir que estão tocadas pela sua desgraça.
E assim como os desastres naturais, a decepção também é o resultado de uma série de atos abusivos. De desrespeito, de egoísmo, de negligência.
A diferença é que a natureza não tem consciência, não tem intenções, não tem sentimentos. Mas as pessoas têm.
Ou pelo menos, deveriam ter.
Os desastres naturais não são atos premeditados. Não são escolhas pessoais. São consequências que provém do abuso excessivo da natureza pelas pessoas. Um terremoto, por exemplo. Ele não sente. Ele não quer se vingar de ninguém, ele não pensa nas vantagens que terá, ele não planeja como vai ser.
Ele simplesmente acontece, sem saber quem vai atingir ou que tipo de danos vai causar.
Existe pessoas que se assemelham à terremotos. Elas não pensam nas atitudes que tomam. Não se preocupam em saber quem elas podem machucar e que tipo de mágoa elas estão gerando. Na verdade, elas não se importam com o que as outras pessoas pensam ou vivem.
Elas se preocupam, sim. Com as vantagens, com a felicidade que vão obter, com as pessoas que querem impressionar, com os status que querem conquistar. Elas arrastam o seu coração numa enxurrada de entulhos mas não se importam nem um pouco em fingir que estão tocadas pela sua desgraça.
E assim como os desastres naturais, a decepção também é o resultado de uma série de atos abusivos. De desrespeito, de egoísmo, de negligência.
A diferença é que a natureza não tem consciência, não tem intenções, não tem sentimentos. Mas as pessoas têm.
Ou pelo menos, deveriam ter.
domingo, 8 de janeiro de 2012
O medo é como um velho parente.
Ele não pede licença. Ele não pergunta se pode ou não entrar. Ele não se importa se for uma boa hora ou não.
Com algumas pessoas, o medo é amável. Ele chega faceiro, quietinho e até as abraça com força. Mas com outras pessoas ele chega violento, ríspido, podendo até machucar e sair sem se preocupar em checar se a pessoa está bem.
Seria ótimo saber que podemos matar o medo. Mas como se mata algo que vem de dentro de nós? Quer dizer, não é impossível, mas exige que uma parte de nós morra junto com ele. Vale a pena?
Eu sei o que você vai dizer. Que vale. Porque carregar um medo crônico (desses que dura a vida toda) tem um efeito devastador em qualquer pessoa. Você perde a paz. Você entra em pânico, você chora, você reza a Deus para morrer e tudo acabar logo.
Mas tem uma coisa que eu preciso dizer a vocês, queridos. Um pequeno ditado que ouvi anos atrás e mudou a minha maneira de ver o medo.
"Coragem é só para quem tem medo."
Portanto, o homem mais corajoso é o mais medroso. A diferença é que ele tem a capacidade, a força necessária de enfrentar o que o amedronta. A diferença é que ele tem sonhos maiores do que seus medos e isso o incentiva a continuar lutando, por mais que ele já tenha apanhado.
Não vale a pena se enterrar por causa de algo que nos dá medo. Quer tenhamos 7 ou 70 anos, quer temamos um bicho papão ou a morte, a vida é curta demais para ser encurralada.
Você tem todas as armas necessárias para vencer. É só usá-las.
Ele não pede licença. Ele não pergunta se pode ou não entrar. Ele não se importa se for uma boa hora ou não.
Ele simplesmente chega, puxa uma cadeira e senta. As vezes por horas. As vezes por minutos. As vezes por uma vida.
Seria ótimo saber que podemos matar o medo. Mas como se mata algo que vem de dentro de nós? Quer dizer, não é impossível, mas exige que uma parte de nós morra junto com ele. Vale a pena?
Eu sei o que você vai dizer. Que vale. Porque carregar um medo crônico (desses que dura a vida toda) tem um efeito devastador em qualquer pessoa. Você perde a paz. Você entra em pânico, você chora, você reza a Deus para morrer e tudo acabar logo.
Mas tem uma coisa que eu preciso dizer a vocês, queridos. Um pequeno ditado que ouvi anos atrás e mudou a minha maneira de ver o medo.
"Coragem é só para quem tem medo."
Portanto, o homem mais corajoso é o mais medroso. A diferença é que ele tem a capacidade, a força necessária de enfrentar o que o amedronta. A diferença é que ele tem sonhos maiores do que seus medos e isso o incentiva a continuar lutando, por mais que ele já tenha apanhado.
Não vale a pena se enterrar por causa de algo que nos dá medo. Quer tenhamos 7 ou 70 anos, quer temamos um bicho papão ou a morte, a vida é curta demais para ser encurralada.
Você tem todas as armas necessárias para vencer. É só usá-las.
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