Amizade, as vezes, é isso.
Deixar ir. Livrar. Soltar.
Não por falta de amor, não por falta de de cuidado, nem porque acabou.
Amizade é uma das formas mais nobres e provincianas de amar. É amar o suficiente para abrir mão, é amar demasiadamente. Não significa que o sentimento morreu ou enfraqueceu. Posso estar errada, mas acredito que essa situação demonstre o quão forte é o laço que os une.
Porque tudo isso que eu disse sobre deixar ir, livrar e soltar, é uma maneira de dar espaço e liberdade para quem se ama, para que elas alcem vôo e que conheçam o mundo de possibilidades e pessoas que os cerca. Esperamos pacientemente que essas pessoas retornem para os nossos braços, para o nosso amor, para a nossa vida.
O problema é que isso, infelizmente, não acontece sempre, mas dependendo da intensidade do amor, da amizade e, principalmente, da lealdade; elas retornam sim. Sempre mais lindas, mais fortes, renovadas.
Como tudo na vida, a amizade também precisa de um intervalo, uma breve interrupção para que o sentimento não se desgaste.
Porque, meu caro, a amizade às vezes é isso: É entender que quem te ama genuinamente sempre volta, não importa o que aconteça.
quarta-feira, 14 de março de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Misture pessoas de todos os estados brasileiros vestidas da mesma maneira. Em questão de meio minuto, você consegue identificar o paulista. Ele estará caminhando apressado ou correndo, olhando no relógio de instante em instante.
Pressa.
Ta aí uma palavra que define o paulista. Somos escravos do tempo, somos escravos do relógio. Temos tempo para tudo e ao mesmo tempo, não temos tempo para nada. Perdemos a hora, nos atrasamos, corremos, criamos atalhos, remarcamos e mesmo assim estamos sempre correndo.
É o literal "tempo é dinheiro".
O que ganhamos com isso? Nada. Vivemos em correria e cuidamos de tudo e de todos, menos de nós mesmos. Vivemos doentes, seja pelo ritmo acelerado, seja pela poluição da cidade, pelo estresse do trabalho, pelo estresse do trânsito.
Engraçado que somos a metrópole que "move" tudo, mas não movemos um músculo na direção certa. Não sabemos aproveitar a vida. Somos um dos estados mais desanimados, mais estressados, mais nojentinhos. Todos os outros sabem festejar como ninguém, nós não. Todos os outros sabem que dá tempo de cumprir as obrigações e ainda tirar um tempinho para relaxar, nós desconhecemos esse fato.
Quer dizer, é tão ridículo.
Do que adianta dinheiro, carros, casarões, jóias, eventos, festas, restaurantes e o diabo á torto se você não tem saúde, não tem família, nao tem amigos para sequer dividir isso com você? Do que adianta status social se você passa mais tempo sentado em um escritório do que vivendo?
Não almejo grandes fortunas nem uma grande fama internacional para mim. Acho, pessoalmente, que a vida vai além do seu emprego e do que você conseguiu comprar com ele. Acho também que é importante valorizar as pessoas, porque elas sim são imprevisíveis e você nunca sabe quando as verá pela última vez.
E aí está uma coisa boa entre todas as coisas maléficas que eu aprendi crescendo em São Paulo: o tempo acaba.
Aproveite as oportunidades que têm enquanto você pode.
Pressa.
Ta aí uma palavra que define o paulista. Somos escravos do tempo, somos escravos do relógio. Temos tempo para tudo e ao mesmo tempo, não temos tempo para nada. Perdemos a hora, nos atrasamos, corremos, criamos atalhos, remarcamos e mesmo assim estamos sempre correndo.
É o literal "tempo é dinheiro".
O que ganhamos com isso? Nada. Vivemos em correria e cuidamos de tudo e de todos, menos de nós mesmos. Vivemos doentes, seja pelo ritmo acelerado, seja pela poluição da cidade, pelo estresse do trabalho, pelo estresse do trânsito.
Engraçado que somos a metrópole que "move" tudo, mas não movemos um músculo na direção certa. Não sabemos aproveitar a vida. Somos um dos estados mais desanimados, mais estressados, mais nojentinhos. Todos os outros sabem festejar como ninguém, nós não. Todos os outros sabem que dá tempo de cumprir as obrigações e ainda tirar um tempinho para relaxar, nós desconhecemos esse fato.
Quer dizer, é tão ridículo.
Do que adianta dinheiro, carros, casarões, jóias, eventos, festas, restaurantes e o diabo á torto se você não tem saúde, não tem família, nao tem amigos para sequer dividir isso com você? Do que adianta status social se você passa mais tempo sentado em um escritório do que vivendo?
Não almejo grandes fortunas nem uma grande fama internacional para mim. Acho, pessoalmente, que a vida vai além do seu emprego e do que você conseguiu comprar com ele. Acho também que é importante valorizar as pessoas, porque elas sim são imprevisíveis e você nunca sabe quando as verá pela última vez.
E aí está uma coisa boa entre todas as coisas maléficas que eu aprendi crescendo em São Paulo: o tempo acaba.
Aproveite as oportunidades que têm enquanto você pode.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Não faço questão de julgar ninguém. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não fiz o blog para dar lição de moral ou porque me julgo superior. Cada um carrega uma história, uma experiência, uma vida, idéias, hipóteses e inúmeras situações. Estou aqui para partilhar conhecimento e experiências.
Só isso.
Só isso.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Honestamente, é muito egoísmo para pouco ser humano. Você vai me dizer que eu tô exagerando?
Não vejo ninguém chamando a galera para ir fazer qualquer coisa voluntária.
Ah é, claro. No natal.
Engraçado.
"Campanha Natal Sem Fome". É.
Do jeito que vocês agem, parece que as pessoas só sentem fome no natal. Quer dizer, existem mais 364 dias no ano, sabia? O que as pessoas deviam comer nesses dias?
Mas sabe como é, no natal todo mundo fica mais comovido, mais meigo. No natal todo mundo se lembra dos outros, de gastar fortunas comprando presentes e fazendo comida, como se o mundo fosse se acabar de tanto comer.
Sério, vocês são preocupantes.
"Campanha de Inverno: Doe um agasalho".
Não, não to desmerecendo a campanha. Ou o ato de doar um agasalho, que é realmente muito bondoso. Mas ok, a pessoa veste o agasalho e volta a dormir.... na rua?
Já parou para pensar nisso?
"Não tenho dinheiro nem para mim, como vou ajudar os outros?"
É amigo, saia um pouco dessa sua camada burguesa e materialista. Nem tudo é questão de dinheiro. Nem tudo é questão de ter.
Muitas pessoas só querem que você esteja lá.
Como por exemplo, asilos. Pessoas que tiveram uma vida decente, que trabalharam e muitas delas são abandonadas pela família nesses lugares. Você acha que eles querem seu dinheiro? Não. Eles querem alguém que os visite, que sente com eles e os escute falar sobre a vida que tiveram. Alguém que os acompanhe no café da tarde e cante moda de viola com eles.
Novamente, eles não querem seu tão precioso dinheiro.
E sabe onde ficam as crianças que são retiradas dos pais irresponsáveis, ou aquelas que tem a guarda retirada dos responsáveis?
Elas ficam em casas transitórias. Algumas vivem em orfanatos. Sabem o que elas querem de você? Não é dinheiro, não é roupa nova. Elas querem saber que são importantes para alguém. Que merecem ser amadas.
Experimente viver num mundo onde se está sozinho esperando uma migalha de empatia humana. Imagine-se sozinho no mundo, rezando para que alguém goste o suficiente de você a ponto de tirá-lo dali. Essas crianças precisam de um pouco de amor e nós todos temos amor suficiente para distribuir para eles. Elas precisam de alguém que as visite, que brinque com elas, que as faça sentir especiais.
Afinal, todas as crianças são especiais.
No final das contas, essas são as opções mais preocupantes, mas é claro que há centenas de outras. Será que alguém se importa?
É fácil sair de uma família tradicional com pai, mãe e irmãos, e avós e tios que o encorajam e incentivam a correr atrás dos seus sonhos. É fácil combater as dificuldades do mundo quando se está forte física e emocionalmente.
Pense um pouco nessas crianças abandonadas, crescendo em um ambiente onde elas só têm a si mesmas. Pense bem naquelas pessoas que batalharam a vida toda e só esperam respeito e companheirismo dos mais jovens. Pense bem se você não tem um pouquinho de afeto para ceder, para transformar a vida de alguém. Eu posso garantir que isso é mais valioso que o seu dinheiro.
E não vai custar nada.
Não sei qual é a etiqueta quando chega o fim.
Não sei se somos feitos para dizer adeus, não sei se é mais elegante manter o silêncio, se é mais poético não chorar e sair caminhando na chuva ou na neve. Talvez até seria, se a vida fosse um filme. Mas a vida não é.
Nunca vai ser daquele jeito. Quando um relacionamento que era verdadeiramente importante acaba, você não vai sentar na beira do rio e ficar olhando para a agua com cara de horizonte. Desculpe, mas não é assim que acontece. Isso pode até acontecer, mas esse é o estágio final do processo. Você só vai ter essa passionalidade quando superar o que aconteceu.
Na verdade, eis o que vai acontecer realmente. Você vai chorar. Talvez muito, talvez pouco, mas é um fato. Porque dói. E cada segundo que você martelar tudo na sua cabeça, desde o começo até o fim, vai doer um pouquinho mais. As memórias felizes vão machucar, as memórias ruins vão parecer piores, você vai se perguntar como não percebeu nada antes, você vai se sentir ingênuo e pequeno.
Mas quem pode prever o fim? Quem pode prever o final de um romance, o fim de uma amizade, o fim de uma família?
Não dá pra cobrar nada dos outros. Quer dizer, não existe nada que nos obrigue a amar alguém ou ser fiel, ou fazer qualquer outra coisa em prol alheio. Não há regras. Seguimos um padrão ético e respeitoso que abrange os relacionamentos, mas como julgar as pessoas que o infringem? Quem pode decidir o que sentir e o que não sentir; quem pode decidir onde fica o equilíbrio?
As vezes, o problema é amar demais. Eu sei, isso é meio contraditório. Mas quando amamos demasiadamente alguém, acabamos cometendo um dos piores erros: ignoramos todo e qualquer indício de que algo está errado. Relevamos todo tipo de rachadura, pois de acordo com a nossa opinião, o alicerce está forte o suficiente. E aí quando estamos no meio dos escombros, nos perguntamos o que deu errado.
Uma pergunta retórica.
Não sei se somos feitos para dizer adeus, não sei se é mais elegante manter o silêncio, se é mais poético não chorar e sair caminhando na chuva ou na neve. Talvez até seria, se a vida fosse um filme. Mas a vida não é.
Nunca vai ser daquele jeito. Quando um relacionamento que era verdadeiramente importante acaba, você não vai sentar na beira do rio e ficar olhando para a agua com cara de horizonte. Desculpe, mas não é assim que acontece. Isso pode até acontecer, mas esse é o estágio final do processo. Você só vai ter essa passionalidade quando superar o que aconteceu.
Na verdade, eis o que vai acontecer realmente. Você vai chorar. Talvez muito, talvez pouco, mas é um fato. Porque dói. E cada segundo que você martelar tudo na sua cabeça, desde o começo até o fim, vai doer um pouquinho mais. As memórias felizes vão machucar, as memórias ruins vão parecer piores, você vai se perguntar como não percebeu nada antes, você vai se sentir ingênuo e pequeno.
Mas quem pode prever o fim? Quem pode prever o final de um romance, o fim de uma amizade, o fim de uma família?
Não dá pra cobrar nada dos outros. Quer dizer, não existe nada que nos obrigue a amar alguém ou ser fiel, ou fazer qualquer outra coisa em prol alheio. Não há regras. Seguimos um padrão ético e respeitoso que abrange os relacionamentos, mas como julgar as pessoas que o infringem? Quem pode decidir o que sentir e o que não sentir; quem pode decidir onde fica o equilíbrio?
As vezes, o problema é amar demais. Eu sei, isso é meio contraditório. Mas quando amamos demasiadamente alguém, acabamos cometendo um dos piores erros: ignoramos todo e qualquer indício de que algo está errado. Relevamos todo tipo de rachadura, pois de acordo com a nossa opinião, o alicerce está forte o suficiente. E aí quando estamos no meio dos escombros, nos perguntamos o que deu errado.
Uma pergunta retórica.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Não entendo as mulheres e olha que eu sou uma delas.
Porque essa necessidade absurda de estar sempre impecável?
Não estou dizendo, de maneira nenhuma, que é errado ou que um pouco de vaidade faz mal. Quer dizer, toda mulher que se ama gosta de se sentir bonita e atraente. É completamente normal. Vestir-se elegantemente, receber elogios, sentir-se feminina. Para dizer a verdade, tudo isso é muito, muito agradável.
Mas sabe quando a situação passa a ser desagradavel?
Quando se torna obssessiva. É preocupante quando uma mulher só se sente bonita se estiver por baixo de camadas de maquiagem. Que precisa estar com o cabelo perfeitamente impecável e com roupas recém compradas, sustentadas por saltos mais altos que o Shaquille O'Neal.
Uma autoestima saudável requer que você se sinta bem consigo mesma. E consigo mesma significa com você, com quem você é, sem a interferência de fatores externos.
Honestamente, eu admiro mais as mulheres que são conscientes da sua beleza. Que não se importam em prender o cabelo em um rabo-de-cavalo, em vestir uma camisa, um shorte, um par de havaianas e sair. Elas se sentem incrivelmente bonitas mesmo tendo passado apenas um batom cor-de-boca nos lábios.
Pessoalmente eu acredito que o bem estar pessoal é mais essencial para a felicidade e satisfação própria do que a necessidade de impressionar o outro. Porque ser perfeita o tempo todo é exaustivo. E não vale a pena, porque... veja bem, não somos perfeitos.
Não adianta gastar dinheiro comprando algo que, na sua essência, tem que vir de dentro de cada um de nós.
Porque essa necessidade absurda de estar sempre impecável?
Não estou dizendo, de maneira nenhuma, que é errado ou que um pouco de vaidade faz mal. Quer dizer, toda mulher que se ama gosta de se sentir bonita e atraente. É completamente normal. Vestir-se elegantemente, receber elogios, sentir-se feminina. Para dizer a verdade, tudo isso é muito, muito agradável.
Mas sabe quando a situação passa a ser desagradavel?
Quando se torna obssessiva. É preocupante quando uma mulher só se sente bonita se estiver por baixo de camadas de maquiagem. Que precisa estar com o cabelo perfeitamente impecável e com roupas recém compradas, sustentadas por saltos mais altos que o Shaquille O'Neal.
Uma autoestima saudável requer que você se sinta bem consigo mesma. E consigo mesma significa com você, com quem você é, sem a interferência de fatores externos.
Honestamente, eu admiro mais as mulheres que são conscientes da sua beleza. Que não se importam em prender o cabelo em um rabo-de-cavalo, em vestir uma camisa, um shorte, um par de havaianas e sair. Elas se sentem incrivelmente bonitas mesmo tendo passado apenas um batom cor-de-boca nos lábios.
Pessoalmente eu acredito que o bem estar pessoal é mais essencial para a felicidade e satisfação própria do que a necessidade de impressionar o outro. Porque ser perfeita o tempo todo é exaustivo. E não vale a pena, porque... veja bem, não somos perfeitos.
Não adianta gastar dinheiro comprando algo que, na sua essência, tem que vir de dentro de cada um de nós.
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