2012 foi um ano grandioso. Acho que merece, com justiça, estar entre os cinco melhores porque fez por merecer.
Primeiro, quero agradecer pelas pessoas que o tornaram excelente e inesquecível. Muita gente entrou na minha vida. Gente, que honestamente, não faz idéia do bem que me faz. Do quanto me fazem feliz e realizada. Algumas pessoas já estavam por aqui, mas neste ano fizeram uma participação mais ativa. E claro, algumas me deixaram. Algumas se foram de verdade, deixando marcas dolorosas que vou carregar pelo resto da vida. E ainda mais surpreendente, algumas que tinham sumido, deram as caras e voltaram pra mim.
Profissionalmente, eu não tive do que reclamar. Já encarei diversas situações nessa área, e agora eu tenho uma sensação tão boa... eu sei que há muito a ser feito e eu tenho muito para crescer, mas já foi demasiadamente excelente. Gosto do ambiente, me apaixonei pelas crianças, aprendi a respeitar todos os meus colegas e até amar alguns deles, porque sim, parece clichê mas eles se mostraram uma família. Me apoiaram em momentos tristes e riram comigo dos momentos felizes, me deram broncas quando necessárias. Portanto, obrigada.
Muita coisa passou e eu não vou mentir dizendo que foram todas boas. Mas tive sorte. Tive sorte de poder abraçar aqueles que eu amo, de rir com as pessoas especiais, de me sentir amada, querida e tudo mais. Amadureci quando tive que amadurecer, porque foi um ano de lutas também. Sim, briguei com uma porção de gente, acho que estava bem mais temperamental em 2012 do que em 2011 mas não há parametros suficientes para quantificar isso, pelo menos não agora.
Eu vou começar a agradecer por nome porque... bom, vamos ver quem é que vai ler. Quase ninguém lê esse blog mesmo e vou pegar todo mundo de calça curta.
Vanessa, vou colocar seu nome primeiro porque sei que você é possessiva e horrorosamente ciumenta e eu vou acordar sem rim se o seu nome não estiver no topo. Gata, obrigada por ser a minha alma gêmea este ano todo, acho que te encontrar só pode ter sido uma obra de Deus, porque você me completa, você me adiciona felicidade, alegria e ao mesmo tempo, me orienta, coloca meus pés no chão como uma boa amiga. Você é a melhor coisa dos meus dias, bonita. Muito, muito, muito obrigada por estar sempre ao meu lado, me defender, cuidar de mim e me ensinar sobre a vida. Te quero do meu lado pra sempre, não importa o que acontecer.
Yasmin. Amor, eu simplesmente não sei mais o que dizer pra deixar claro o quanto você é, e sempre foi, indispensável. You never - never- let me down. É sempre você quem está lá e me diz pra levantar a cabeça e sorrir, porque eu sou forte. Obrigada por acreditar em mim, e na minha força. Obrigada por cuidar de mim neste ano, por sentir quando estou cedendo, por passar as madrugadas comigo no computador, por tudo, tudo o que você faz por mim. Eu sou grata com toda a minha plenitude. E te amo muito, muito mesmo.
Keyla e Fernanda (duvido que vão ler isso aqui, mas ok). Eu amo demais as duas e acho que não tem necessidade de separar as duas aqui, porque uma é grudada na outra, e nós três somos um. Eu sei que o trio passou por um baque gigante este ano, estremeceu tudo, mas estamos fechando o ano fortes como nunca e é isso o que importa. Se não acabou é porque definitivamente vale a pena. Desculpe se eu me afasto, desculpe se eu simplesmente sigo como se nada tivesse acontecendo, porque sometimes, é nisso que eu queria acreditar. Mas obrigada por nunca desistirem de mim. Eu amo muito as duas, de um jeito tão profundo e genuíno como apenas uma irmã pode amar a outra. E que 2013 seja o nosso ano. (E Keyla, saiba que eu sou grata à sua família por ser a minha segunda família e sempre me acolher com o sorriso mais carinhoso de todos, todas as vezes que apareço. São meus anjos da guarda.)
Tamires, Mariana Pires, Nina, Amanda Gambini: Vocês foram meu apoio na maior parte deste ano. Não vou esquecer as palavras que me levantaram, não vou esquecer do carinho, dos abraços, de tudo que fizeram por mim, porque pra mim um sorriso vale tudo. Sentir-se amado por alguém é uma dádiva e eu sei que fui muito abençoada tendo as quatro ao meu redor todo este tempo. Acho que sou muito distante sometimes, mas não é por gracinha não, é involuntario. Faço sem perceber.
Fernanda Mesquita: Fer, acho que já te disse o quanto te amo por aí, né? Você é uma pessoa incrível, e me faz muito bem. Me ensina muito sobre bondade, sobre carinho, sobre caráter, sobre profissionalismo, sobre a vida. Te conhecer foi um dos maiores presentes que ganhei neste ano, e eu espero nunca te perder de vista, sinceramente. Desculpe se as vezes eu não me toco, desculpe se sou grudenta, chata, imatura ou tudo isso junto. Obrigada por ser um bom exemplo e por fazer com que eu me sinta muito querida. Você é muito, muito encantadora. ( E seus filhos também, por sinal.)
Cristina, Vera, Carol, Luciana, Rô, Mer, César: Não fiquem com ciuminhos, porque ter vocês no meu dia a dia também foi essencialmente maravilhoso. Vocês tem essa bagagem tão forte, tão cheia de conhecimento e sabedoria, e ao mesmo tempo, tem este lado brincalhão e sensível que me conquista. Só posso agradecer a Deus por tê-las colocado no meu caminho, e desejar tudo de mais abençoado na vida de vocês. E torcer para ter algumas por mais tempo por perto.
Stefane e Priscila. Apesar de a nossa aproximação ser tão recente, eu adoro tanto vocês! Gente, pelo amor de Deus, como pode se apegar tanto, principalmente quando eu sou a rainha do desapego? Só sei que vocês são indispensáveis, muito especiais e conquistaram meu coração com os pequenos gestos, carinhos, com as nossas piadas, as fofocas... tudo.
Para as minhas vacas, Carol, Nana, Dressa, Giill, Gabs, Thaty, Anny 1, Anny 2, Bruna, Victoria, Carol Ercoli, Magaly, Kamila, Mary... (espero não ter esquecido ninguém), enfim: GATAS, VOCES TORNARAM O MEU ANO COMPLETO. Obrigada pelas brigas, pelas gritarias, barracos, pelo amor, rasgação de seda, pelo carinho, por cuidarem de mim quando eu precisei, pelo apoio, pelas brincadeiras, pelas risadas, pelo skype, por me perseguir, por me ajudar a perseguir os outros.... vocês sabem que eu sou enjoada, mas quando eu sou amiga de alguém, eu sou até o fim, e vocês estão aqui pra comprovar. Que o laço nunca se desate.
Á minha família, queria dizer que agradeço muito por tudo o que fazem por mim e que não importa quantas brigas, quanto gritos, barracos, estresses ocorram, no final - you are my people, e ter essa familia é melhor do que nenhuma. Acredito que através de todas essas adversidades, todos nós conseguimos crescer e ver tudo sobre um nova perspectiva; claro, foi necessário tomar decisões drásticas mas acho que no final, foi a coisa certa a ser feita. Vocês são tudo pra mim, e eu os amo muito.
Taiara: Eu não acredito como as coisas podem mudar da agua pro vinho. Pera, eu acredito sim. Depois de eu e você, eu acredito. Depois das nossas brigas, desentendimentos, ódio, crises de ciúmes, raiva, recados atravessados, indiretas, unfollows e tudo mais de ruim, cá estamos nós. Amigas. Cúmplices. As pessoas podem não entender, Tay, mas você é sim alguém que eu amo, e que eu quero que seja feliz e tenha o melhor do mundo aos seus pés. Você merece isso. Obrigada por ter entrado (dessa vez da maneira certa) na minha vida. Acho que isso foi tão certo que estava escrito para acontecer.
Para todas as pessoas que eu não coloquei aqui, não se sintam menos favorecidas. Vocês também foram essenciais. Nem sempre o fato de seu nome não estar ali não quer dizer que você não é importante, mas sim que eu tenho uma memória horrorosa, e que naquela hora seu nome fugiu da minha mente. Mas venha falar comigo, eu escreverei a seu respeito com o melhor dos sentimentos.
Kevin, eu sei que você não pode ler isso, e é irracional, mas... eu não consegui superar ainda. Eu ainda acordo querendo falar com você. Várias vezes me pego pensando o que você diria sobre certa situação. Sinto falta do jeito que você ria, e de como era bom me sentir protegida. Só sei que ainda sinto sua falta. Tomara que isso passe com o decorrer do tempo.
Enfim, 2012 foi o fodão. Aprendi muito, muito mais do que pensei que iria aprender e viver na minha vida. Acredito que estou saindo deste ano uma pessoa completamente diferente da que entrou, muito mais sensata, muito mais vivida, muito mais experiente. Muitas coisas aconteceram e com elas, apenas uma certeza. A certeza de que Deus está cuidando de mim e que finalmente, as coisas estão dando certo. Só posso agradecer, muito, e esperar que 2013 seja tão bom quanto.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
Keyla Rocha.
Hoje, dia 12 de Dezembro de 2012, ela faz 18 anos.
E é claro que eu vou escrever isso e talvez eu mande o link, talvez amanhã, pra sacanear ela hoje e fingir que sou indiferente. O que obviamente eu não sou.
Sabe aqueles amigos a quem você ama muito e sente uma necessidade estranha de honrar o compromisso? Pois é. Ela nunca exigiu nada de mim. I mean, quase nada. Tudo - a lealdade, a simpatia, o cuidado - veio espontaneamente. Acho mesmo que tudo começou quando ela me aceitou na casa dela pela primeira vez, e entrar naquele universo, que agora é tão acolhedor, foi como uma nova realidade se abrindo.
Se ela é facil? Não. Não mesmo. Mas com o tempo, aprendi sobre entender ela, entender suas atitudes, entender que ela vai acabar agindo de algumas maneiras que vão me enlouquecer e irritar, mas é o jeito dela. Não exigi antes e nem nunca vou exigir que ela seja diferente do que é para que eu me sinta melhor.
Ela carrega sonhos e ao mesmo tempo, não sabe abrir mão do passado. Constantemente, vejo ela retornando ao que foi, ao que era, ao que existia, talvez em busca de razões, de sensibilidade ou por medo de que isso também se perca. Acho engraçado que ela parece ser tão "desapegada", tão "descontraída" só que ao mesmo tempo, existe um lado dela, um lado bem mais escondido, onde ela é sensível e vulnerável, onde as lembranças a atingem de uma maneira frágil. Só que também percebi que ela não gosta que as pessoas vejam esse lado dela.
Eu acredito, que as vezes, ela use o bom humor pra mascarar os próprios sentimentos.
Essa maldita da Keyla é tão distante que as vezes parece que ela simplesmente não se importa se você fala com ela ou não. Mas esses dias eu percebi que ela se importa sim, mas aquele orgulhinho desgraçado dela atrapalha que ela assuma o que está sentindo. O que é uma pena.
Fisicamente, eu acho ela linda, mas ela simplesmente ignora meus elogios com uma pitada de ironia. Falo que é gata, que merece um cara lindo e gostoso que a faça feliz, mas o que ela acha? Que falo um monte de bobagens. Acho que 89% das coisas que falo pra ela são descartadas como bobagens, e ela talvez, enfâse em talvez, ela escute os 11%, mas também não é nenhuma garantia.
Não entendo ela quando se trata dos amigos, mas também nem tento entender. Ela é leal, embora seja dificil pra ela verbalizar isso. É dificil pra ela verbalizar qualquer coisa, e se você é do tipo que precisa de excessivas declarações e demonstrações de amor, bom, ela não é pra você. Pra se manter do lado dela, você tem que ser confiante, tem que entender que ela pode te amar sem ter a necessidade de falar disso, porque ela prefere demonstrar em atitudes, porque em gestos também é dificil. Ela só verbaliza a raiva. Ah é, nisso ela é craque. Pode te derrubar com meia duzia de palavras.
Mas sabe que, com todos os defeitos, com todas as imperfeições, com todas as crises, eu a amo? Porque essa menina, gente, me faz sentir feliz. Me faz bem. Faz com que eu me sinta uma boa amiga, uma boa pessoa. Ela tem uma presença encantadora e sabe quando cuidar de quem precisa. Ela tem todo um instinto de família, e eu sempre a admiro quando vejo tomando a iniciativa dentro da casa dela. Acho que se eu pudesse ser um pouco mais como ela, eu ficaria feliz. A amizade dela é mais do que importante pra mim, é essencial. Talvez não exista palavras para quantificar o quanto eu quero vê-la feliz, o quanto quero que ela seja bem sucedida em todos os seus caminhos, o quanto eu amo ela.
Que ela tenha um feliz aniversário hoje. Que esteja rodeada de amigas, de família e saiba, novamente, que é uma pessoa especial e que merece tudo de melhor que há neste mundo. Que os olhos dela ainda tenham esse mesmo brilho e esse mesmo lampejo de carinho daqui a 50 anos. Que os cabelos dela ainda sejam tão lindos, e que o sorriso dela ainda seja tão doce. Que ela encontre um homem, "homem", que a faça sorrir e entenda a sua tpm, e diga que ela está linda até naqueles dias em que você sabe que não está. Que esse mesmo homem diga à ela todos os dias o quanto é sortudo por tê-la. Que ela ainda seja a minha amiga, que ela ainda me ame da maneira que eu sinto que ela me ama, porque é claro que daqui a 10, 50, 100 anos, eu ainda a amarei.
Porque o que é verdadeiro, a gente sabe. O que é de verdade, o tempo não mata, fortalece.
(A verdade é que hoje ela faz 19. Sim, sou péssima com datas e ainda mais pra guardar idade dos outros. Mas a minha amnésia parcial não me faz menos amiga, né? Nem vou mudar isso lá em cima, porque acho que o erro rendeu uma boa piada.)
Hoje, dia 12 de Dezembro de 2012, ela faz 18 anos.
E é claro que eu vou escrever isso e talvez eu mande o link, talvez amanhã, pra sacanear ela hoje e fingir que sou indiferente. O que obviamente eu não sou.
Sabe aqueles amigos a quem você ama muito e sente uma necessidade estranha de honrar o compromisso? Pois é. Ela nunca exigiu nada de mim. I mean, quase nada. Tudo - a lealdade, a simpatia, o cuidado - veio espontaneamente. Acho mesmo que tudo começou quando ela me aceitou na casa dela pela primeira vez, e entrar naquele universo, que agora é tão acolhedor, foi como uma nova realidade se abrindo.
Se ela é facil? Não. Não mesmo. Mas com o tempo, aprendi sobre entender ela, entender suas atitudes, entender que ela vai acabar agindo de algumas maneiras que vão me enlouquecer e irritar, mas é o jeito dela. Não exigi antes e nem nunca vou exigir que ela seja diferente do que é para que eu me sinta melhor.
Ela carrega sonhos e ao mesmo tempo, não sabe abrir mão do passado. Constantemente, vejo ela retornando ao que foi, ao que era, ao que existia, talvez em busca de razões, de sensibilidade ou por medo de que isso também se perca. Acho engraçado que ela parece ser tão "desapegada", tão "descontraída" só que ao mesmo tempo, existe um lado dela, um lado bem mais escondido, onde ela é sensível e vulnerável, onde as lembranças a atingem de uma maneira frágil. Só que também percebi que ela não gosta que as pessoas vejam esse lado dela.
Eu acredito, que as vezes, ela use o bom humor pra mascarar os próprios sentimentos.
Essa maldita da Keyla é tão distante que as vezes parece que ela simplesmente não se importa se você fala com ela ou não. Mas esses dias eu percebi que ela se importa sim, mas aquele orgulhinho desgraçado dela atrapalha que ela assuma o que está sentindo. O que é uma pena.
Fisicamente, eu acho ela linda, mas ela simplesmente ignora meus elogios com uma pitada de ironia. Falo que é gata, que merece um cara lindo e gostoso que a faça feliz, mas o que ela acha? Que falo um monte de bobagens. Acho que 89% das coisas que falo pra ela são descartadas como bobagens, e ela talvez, enfâse em talvez, ela escute os 11%, mas também não é nenhuma garantia.
Não entendo ela quando se trata dos amigos, mas também nem tento entender. Ela é leal, embora seja dificil pra ela verbalizar isso. É dificil pra ela verbalizar qualquer coisa, e se você é do tipo que precisa de excessivas declarações e demonstrações de amor, bom, ela não é pra você. Pra se manter do lado dela, você tem que ser confiante, tem que entender que ela pode te amar sem ter a necessidade de falar disso, porque ela prefere demonstrar em atitudes, porque em gestos também é dificil. Ela só verbaliza a raiva. Ah é, nisso ela é craque. Pode te derrubar com meia duzia de palavras.
Mas sabe que, com todos os defeitos, com todas as imperfeições, com todas as crises, eu a amo? Porque essa menina, gente, me faz sentir feliz. Me faz bem. Faz com que eu me sinta uma boa amiga, uma boa pessoa. Ela tem uma presença encantadora e sabe quando cuidar de quem precisa. Ela tem todo um instinto de família, e eu sempre a admiro quando vejo tomando a iniciativa dentro da casa dela. Acho que se eu pudesse ser um pouco mais como ela, eu ficaria feliz. A amizade dela é mais do que importante pra mim, é essencial. Talvez não exista palavras para quantificar o quanto eu quero vê-la feliz, o quanto quero que ela seja bem sucedida em todos os seus caminhos, o quanto eu amo ela.
Que ela tenha um feliz aniversário hoje. Que esteja rodeada de amigas, de família e saiba, novamente, que é uma pessoa especial e que merece tudo de melhor que há neste mundo. Que os olhos dela ainda tenham esse mesmo brilho e esse mesmo lampejo de carinho daqui a 50 anos. Que os cabelos dela ainda sejam tão lindos, e que o sorriso dela ainda seja tão doce. Que ela encontre um homem, "homem", que a faça sorrir e entenda a sua tpm, e diga que ela está linda até naqueles dias em que você sabe que não está. Que esse mesmo homem diga à ela todos os dias o quanto é sortudo por tê-la. Que ela ainda seja a minha amiga, que ela ainda me ame da maneira que eu sinto que ela me ama, porque é claro que daqui a 10, 50, 100 anos, eu ainda a amarei.
Porque o que é verdadeiro, a gente sabe. O que é de verdade, o tempo não mata, fortalece.
(A verdade é que hoje ela faz 19. Sim, sou péssima com datas e ainda mais pra guardar idade dos outros. Mas a minha amnésia parcial não me faz menos amiga, né? Nem vou mudar isso lá em cima, porque acho que o erro rendeu uma boa piada.)
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
Guardar mágoa é uma merda, e é uma merda tão grande que nunca para de feder. Você vê a pessoa e logo milhões de xingamentos, sentimentos ruins, assassinatos imaginários aparecem e preenchem seus olhos, seus fígados, seus pulmões, sua mente. Sabe a sensação de respirar ódio? Eu já vivi.
Diz um certo ditado popular que "Odiar alguém é como tomar veneno e esperar que a outra pessoa morra." Não discordo. É claro que guardar o ódio é prejudicial e definha a sua alma, mas existem pessoas que simplesmente ativam isso dentro de nós, como pequenos interruptores. E eu pergunto para vocês, como que o ódio pode ser disseminado ou silenciado? Existe essa opção?
Eu sou uma pessoa dificil, e confesso que guardo os sentimentos ruins, deixo eles se acumularem junto com um planejamento vil de como retribuir tudo na mesma medida ou de maneira pior. Não me orgulho de ser assim e não recomendo este tipo de comportamento para ninguém. Seja melhor do que eu. Seja superior. Retribua o mal com o bem. Deus não quer que sejamos um bando de rancorosos vingativos, ele quer que partilhemos o amor um pelo outro.
Não diga: "Jéssica, você quer que os outros façam mas você não faz" porque eu já disse várias vezes que não sirvo de exemplo. Não me acho digna de ser considerada exemplar porque deixo muito a desejar. Ao mesmo tempo que possuo um grande coração, eu possuo uma grande raiva dentro de mim, instalada onde eu não posso alcança-la. Eu assumo os meus limites na esperança de que vocês vençam os seus e superem aquilo que eu não pude superar.
Se eu quero gritar e chorar nesse momento?
Claro que quero.
Vai adiantar alguma coisa?
Claro que não.
Honestamente, lágrimas são libertadoras porém inúteis. Nada se conquista chorando, nem berrando nos ouvidos alheios. Só que as vezes, me pego pensando na seguinte equação: "chorar não adianta" versus "a única coisa possível é chorar". O que se faz quando a solução para determinada situação não está ao nosso alcance?
Eu sei que deveria me desligar. Eu simplesmente não sei como fazer isso.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Já teve a sensação de estar enjaulado dentro de si mesmo?
Eu me senti assim, dias atrás. Estava sentada dentro do carro, esperando minha tia voltar e observando um rapaz que estava debruçado sobre o muro da sorveteria. A vista desse muro é linda, dá pra ver metade da cidade dali. Ele parecia inquieto, olhando para aquele horizonte de prédios e casas, ruas e carros. E depois de certo tempo, ficou quieto, com os braços abertos e apoiados na mureta.
Mas eu me senti muito mais conectada com a vista dele do que com ele. Eu me senti na pele dele, olhando para aquele horizonte e tendo a sensação de que eu estou enjaulada dentro de mim mesma. De que existe alguém muito mais visceral, mais impetuosa, mais poderosa - apenas enclausurada dentro de mim pela pessoa externa. Parece que eu vivo muito pelo social, pelas regras, pelo estatuto social declarado através das boas maneiras e não faço aquilo que dentro de mim está pulsando para ser feito.
Não estou dizendo que quero sair por aí cometendo atrocidades ou irresponsabilidades como uma adolescente sem freio. Mas há algo dentro de mim, algo que me impulsiona a lutar, a correr atrás daquilo que precisa ser feito, de quebrar algumas regras - e que as vezes acaba sendo silenciado pelo bom senso, pela sensatez.
Eu não posso garantir que se esse meu "eu" realmente conseguisse florescer seria algo positivo ou construtivo. Talvez revelasse falhas no meu caráter. Talvez libertasse pensamentos cruéis e destrutivos. No fundo, pode ser que haja um ótimo motivo para tal alter ego nunca vir a tona. Quem sabe as coisas que poderiam acontecer. A sensação de estar enjaulada é ruim, mas o que dizer da sensação de estar fora de controle? Quem sabe o que há no mais profundo da alma humana, lá no fundo, abaixo das convenções sociais?
Eu me senti assim, dias atrás. Estava sentada dentro do carro, esperando minha tia voltar e observando um rapaz que estava debruçado sobre o muro da sorveteria. A vista desse muro é linda, dá pra ver metade da cidade dali. Ele parecia inquieto, olhando para aquele horizonte de prédios e casas, ruas e carros. E depois de certo tempo, ficou quieto, com os braços abertos e apoiados na mureta.
Mas eu me senti muito mais conectada com a vista dele do que com ele. Eu me senti na pele dele, olhando para aquele horizonte e tendo a sensação de que eu estou enjaulada dentro de mim mesma. De que existe alguém muito mais visceral, mais impetuosa, mais poderosa - apenas enclausurada dentro de mim pela pessoa externa. Parece que eu vivo muito pelo social, pelas regras, pelo estatuto social declarado através das boas maneiras e não faço aquilo que dentro de mim está pulsando para ser feito.
Não estou dizendo que quero sair por aí cometendo atrocidades ou irresponsabilidades como uma adolescente sem freio. Mas há algo dentro de mim, algo que me impulsiona a lutar, a correr atrás daquilo que precisa ser feito, de quebrar algumas regras - e que as vezes acaba sendo silenciado pelo bom senso, pela sensatez.
Eu não posso garantir que se esse meu "eu" realmente conseguisse florescer seria algo positivo ou construtivo. Talvez revelasse falhas no meu caráter. Talvez libertasse pensamentos cruéis e destrutivos. No fundo, pode ser que haja um ótimo motivo para tal alter ego nunca vir a tona. Quem sabe as coisas que poderiam acontecer. A sensação de estar enjaulada é ruim, mas o que dizer da sensação de estar fora de controle? Quem sabe o que há no mais profundo da alma humana, lá no fundo, abaixo das convenções sociais?
Hoje eu cheguei a uma conclusão, que sei lá, parece ser triste. Não tenho certeza se ela é triste mesmo, ou se a minha perspectiva acabou revelando buracos e rachaduras que não estavam lá.
Nós não temos ninguém.
Você não pode contar com ninguém, não totalmente. Não incondicionalmente. Nem mesmo se a pessoa for a sua melhor amiga, for sua irmã, até mesmo seus pais. Em algum momento, eles se colocarão em primeiro lugar e você terá que se livrar sozinho.
E isso dói. Porque demoramos tanto a confiar nas pessoas e de repente, estamos recolhendo os cacos. Porque demoramos a confiar e não adianta, por que aquela pessoa em que você confiou, é aquela que vai te derrubar. Por que pensamos nos outros torcendo para que quando eles estiverem na mesma situação eles pensem em nós, mas isso não acontece. O altruísmo acaba se virando contra quem o pratica.
Não que isso vá mudar minha natureza. Ou será que vai? Será que algum dia vou endurecer e parar de confiar, parar de amar genuínamente e me tornar tão egoísta quanto as pessoas com as quais eu convivo?
Mas eu tenho uma dica para vocês. As vezes, a gente passa tempo demais com a visão errada. Dando prioridade a certas pessoas que até gostam da gente, mas ignorando aqueles que merecem a prioridade, aqueles que estão sempre nos dando força e cuidando das nossas asas quebradas. Mude isso. Preste atenção em quem está ao seu lado quando você atinge o fundo do poço. São essas as pessoas que merecem lealdade. Não as que te dão tapinhas na costa e sorrisos calorosos.
Concluindo, ou você é forte ou se dá mal. Porque no final das contas, estamos sozinhos. Não temos ninguém.
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