domingo, 16 de fevereiro de 2014

Questionamentos.


Não sei se é o clima de começo de ano, ou a é a vida mesmo. Será a crise dos 20 e poucos anos?

Tô acordando dia e noite com milhões de dúvidas. Tudo provoca questionamentos. Não sei se isso é ruim. O que vocês acham?

Já acordo pensando se é melhor entrar mais cedo. Ou devo entrar no meu horário mesmo? Será que vou dar conta do que tenho pra fazer hoje? Será que vou ter força de vontade pra fazer tudo? Será que o dia vai ser bom? Vou correr hoje ou melhor continuar dormindo? Melhor tomar leite ou evitar lactose? Café, com açúcar ou adoçante? Essa dieta está funcionando? Tô mais magra? Compensa mesmo ficar passando vontade? E essa dieta dukan, funciona?

O que essa criança tá fazendo fora da sala de aula? O que é agora, menino?

E por aí vai... diariamente, milhões de perguntas correndo e se entrosando como se servissem de alavancas para os pensamentos do dia a dia. Mas vamos mergulhar um pouco mais nesse assunto. Uma coisa são as dúvidas corriqueiras. Outras são aquelas que nos fazem refletir sobre quem somos, o que queremos, e o que sentimos.

Será esta a carreira que eu quero? É esta a profissão que almejo para a minha vida? É essa a pessoa que quero para ter ao meu lado o resto da minha vida? Estou fazendo o melhor que posso? Faço por merecer o carinho que as pessoas me dedicam? Estou cuidando bem daqueles que amo? Estou presente na vida da minha família? Tenho um bom caráter? Tenho valores decentes? Tenho moral? Sou uma pessoa de jogo limpo? Tenho inimigos? Se sim, por que? Dou à Deus o lugar que Ele merece na minha vida? Ou O busco somente quando estou com necessidades? Sou feliz ou vivo para agradar? Busco a paz interior? Estou satisfeita comigo mesma? E com a vida que levo?

Sim, é muita coisa pra se pensar... e é exatamente assim que tô passando meus dias. Pensando.

Dizem que pensar enlouquece, e que pensar demais é prejudicial. Mas meditar nas velas que guiam o nosso barco não é de todo ruim. É como uma bússola nos orientando a não perder o rumo da nossa navegação. Não tenho medo, questione... Se não houver perguntas, tampouco se encontrará respostas.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014


Ô galera linda, como tem passado?

Tô passando pra deixar mais uma das minhas idéias de bolso. Gente, é incrível como a minha cabeça ferve de ideologias quando tô dirigindo. Mas então, esses dias atrás saí com umas amigas pra um happy hour. Muito, muito divertido por sinal. Altos papos. Mas isso não vem ao caso. O que quero salientar mesmo, vem depois.

Hora de ir embora, me despedi das meninas e segui meu caminho. Eu amo dirigir à noite. Acho, sei lá, tão calmo. Tão menos estressante que durante o dia. Não tem muitos carros na rua, não tem aquele trânsito infernal, não tem gente saindo do gatuno pra atravessar na frente do carro, não tem gente te fechando, todo mundo quer ir pra casa, mas não tem ninguém desesperado.

Caso se pergunte se eu tinha bebido, não mesmo. Não bebo quando estou dirigindo. Sou bem responsável quanto a isso.

Estava no meu caminho, escutando meu som e mastigando pensamentos quando vi o seguinte acontecimento. À frente, uma faixa de pedestres. Eu fui reduzindo, educadamente, pra deixar um senhor que já estava na metade da pista terminar a travessia. Mas então surgiu um doido que passou rasgando por mim e quase atropelou o pedestre, que correu de volta pra calçada, assustado. Eu parei, e fiz sinal pra ele atravessar. Ele acenou em agradecimento e seguiu seu caminho.

Continuei no meu caminho também, mas aí já comecei a me perguntar: "Por que parar antes da faixa de pedestre?"

A primeira coisa que nos vem à mente é: porque é lei. Porque se acontece algo com o pedestre, você se dá muito mal.

Mas gente, vem cá. É só por isso que nós paramos na faixa? Deveria ser só por isso?

E aí me surgiu a utopia da vez. Deveria ser por respeito. Por respeitar o direito da pessoa de atravessar uma rua no lugar certo. Em segurança. Tanto no trânsito, como na vida. Respeitar é o que mantém os relacionamentos estáveis. Mantém as amizades fortes. Mantém a família unida. O respeito tem, quase sempre, a função de servir como uma substância aderente, tipo uma cola, que une as partes que lhe compete.

Traição? Falta de respeito. Desconfiança também, falta de respeito. Invasão de privacidade? Falta de respeito. Fofoca? Falta de respeito. Discriminação? Falta de respeito. Injustiça: falta de respeito. Tá vendo como o respeito faz falta?

Pensei a respeito, e conclui pra mim que é melhor eu prestar a devida atenção quando sentir que tô fazendo algo só por obrigação, por tradição ou conveniência. As vezes, eu é que estou negando a alguém o respeito que lhe é devido.