segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Ah, o amor!
As vezes pensamos que o amor é só aquilo que vemos nos filmes, nos livros, nas novelas. Um beijo apaixonado. Uma despedida dolorosa. Um sacrifício pela família. Uma mãe acariciando seu bebê. Mas cabe a nós entender que o amor é maior do que essas fórmulas, é maior que os estereótipos.
O amor mora em casas pequenas, mora nos pequenos detalhes, mora nos sentimentos singelos. O amor é um símbolo do infinito carregado no pescoço. O amor é uma caneca da Hello Kitty. O amor é um pote de Nutella. Uma girafa de garrafa pet. Bilhetes escritos à mão. Depoimentos (verdadeiros) de orkut. Amor é o telefone da pessoa estar na discagem rápida. É um gargantilha que carrega um anel de noivado. Amor é preparar uma festa com um mês de antecedência, é surpreender com bexigas, é presentear com chocolate. É uma foto com declaração. O amor mora naquele sorriso feito com os olhos. Naquele "eu te dou de presente" quando você quer e não pode pagar. É o olhar que permeia as piadas internas. Amar é se apegar com a família toda. É lembrar da pessoa ao ver uma música, um livro, um animal, um bombom. O amor é uma lembrancinha de viagem, um álbum de fotos, um prato especial.
Nem todo amor é romântico, mas todo amor é genuíno. Só não o confunda. Não confunda ilusão, apego, paixão ou até mesmo bobeira momentânea com amor. O amor não nasce de um dia para o outro, o amor não é perfeito. O amor não é um mar de rosas. Pra ser amor, de verdade, você vai precisar sentir o gosto ruim das brigas, desentendimentos, incompatibilidade em alguns pontos de vista. O medo de perder e/ou ciúmes. Não só no casamento, não só no namoro. Na vida. Seja com amigo, com irmão, com pai, mãe, namorado, filho, o que for. O amor é construído, ele não aparece do nada como um visitante ilustre. Cada dia, cada pequena vivência, um sorriso, uma briga, um abraço, uma conversa, cada um constitui um tijolinho que constrói essa morada.
E se formos bom construtores, nada derrubará essa casa.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Resenha: A Vingança Veste Prada - O Diabo Está De Volta
O livro que todas as clackers almejam! (Quem não sabe o que é clacker não vai entender muito da resenha, tem que ler O Diabo Veste Prada e/ou assistir o filme).
Tcharam! Vou traduzir aqui o que pensei na primeira vez que vi este livro, delicadamente exposto na livraria, implorando por mim: MIRANDA PRIESTLY IS BACK. AI MEU DEUS. É o que todo mundo pensou. Quem não ficou apaixonado e ao mesmo tempo odiou a Miranda? Ainda mais depois de ter sido representada por ninguém menos que uma das maiores estrelas de Hollywood, Meryl Streep. Foi de deitar e rolar na livraria, honestamente.
Muito tempo depois, (muito mesmo), eis que ganhei o livro de uma amiga. Bel, você me fez muito muito muito feliz. Eu claro, li este livro em pouquíssimos dias, bem menos de uma semana. E vou escrever uma resenha de leve, sem spoilers pra quem ainda pretende ler. Porque sou do bem e spoiler #pegamal.
Andrea cresceu. Ela se casou com um milionário bonitão e não com o Alex (primeiro choque) e tem uma revista de casamentos chamada Plunge, que abriu em sociedade com a sua melhor amiga Emily (sim, aquela que era assistente da Miranda e fez gato&sapato dela: segundo choque). A tal da Plunge começa a crescer vertiginosamente nas vendas e então ninguém menos que Miranda Priestly faz uma oferta pela revista e cruza o caminho das meninas de novo.
Vou só até aqui. Falar mais é contar spoiler. Só garanto que há muita confusão nesse livro. Dá vontade de bater na Miranda, dá vontade de bater na Emily, dá vontade de abraçar a Andy. O final não vai ser exatamente o que vocês esperavam, tenho certeza. A Lauren conseguiu surpreender afinal. Mas vale a pena sim, nem que seja para satisfazer aquele comichão de saber como vai a Miranda.
Um aperitivo final pra quem tá em dúvida se vale a pena ler: um jantar na casa da Miranda, com a própria, Nigel, Emily e Andrea. Imaginou a cena? Pois então, ela tá no livro.
Partiu @ livraria, clackers!
Resenha: Frozen
Frozen é um daqueles filmes que é tão premiado, tão aclamado pela crítica, pelo Oscar, pelo SAG Awards, pelo Emmy Awards, pelo Grammy, até pela Gretchen, mas é tão elogiado que chega até a irritar. Juro que fiquei até com receio de assistir de tanto que falavam dele, porque tudo que é muito cheio de nhénhénhé vira modinha e eu evito.
Mas depois de assistir, mordi feio a língua, e espero que cicatrize (assim como meu ego).
Então vamos lá: Por que assistir Frozen? Por que levar seu filho/filha/sobrinha/prima/enteada/mãe/pai/tio/amigo pra assistir também? Por que assistir mil vezes? Por que merece tantas premiações?
A sinopse da história é: Elsa e Anna são irmãs, filhas do rei e da rainha de algum povoado distante. Acontece que Elsa tem uma habilidade especial com o gelo, e acaba machucando sua irmã caçula quando são crianças. Depois disso, elas são separadas e Elsa cresce isolada, escondida no quarto, para que não volte a machucar sua irmã. Quando chega à idade adulta, Elsa é coroada como rainha. Neste meio-tempo, os pais delas morreram. Entretanto, Elsa acaba tendo seu segredo descoberto e foge para as montanhas, trazendo para o povoado um mortífero inverno. E Anna se aventura em busca da irmã para acabar com o inverno e salvar o povoado (e a irmã).
A melhor razão para qualquer um assistir esse filme é, na minha opinião, que ele é um dos melhores filmes sobre o amor que eu já vi. Mesmo sendo uma animação. Traz lições sobre o amor entre amigos, o amor entre homem e mulher, e o amor entre irmãos. Sobre proteção. Sobre como não entendemos a atitude das pessoas que amamos e achamos que sabemos de tudo, quando na verdade não sabemos de nada. Que as vezes as pessoas fazem uma ou outra coisa que parece terrível para nós, mas na verdade elas estão tentando nos proteger. Que não se deve abandonar a família, mesmo sem entender direito o que eles fazem. Ensina a aceitar quem somos.
E sim, merece todas as premiações. Efeitos incríveis, de primeira qualidade. Trilha sonora com a Demi, que eu gosto muito.
Um único porém: eles cantam muito. Não que eu odeie, mas tem hora que enche. Mas dá pra aturar.
Se você ainda não assistiu, o que está esperando? E outra, se não quiser ver no cinema, já tem vários links online. Só não assiste quem não quer!
Rio de Janeiro 2.0
Prontos para o primeiro diário de viagem de 2014?
Para um destino já familiar por aqui. A terra do meu queridinho Chico Buarque: Rio de Janeiro.
Meio de Transporte: continua sendo o ônibus, porque é barato e pessoas como eu querem economizar. Simples assim. Dessa vez ficou apenas uma pergunta: Por que deixar o ar condicionado tão baixo, meu bem? Pra que congelar as pessoas? Juro, não entendo. Mas cá entre nós quero compartilhar uma curiosidade. Os ônibus da Viação Itapemirim tem wi-fi e pontos de energia elétrica, perfeito pra quem possui celulares cuja bateria dura menos que alegria de pobre. #ficadica
Sobre a Rodoviária Novo Mundo: Recomendo comer na Megamatte. Fica no segundo andar, na praça de alimentação. É incrivelmente gostoso e não é caro. Eu pedi um Guaramorango (definitivamente uma perdição) mas tô certa que qualquer pedida é ótima. E bom, sobre o resto é aquilo: a Novo Rio é um mal necessário. Não é a melhor rodoviária do mundo mas tem utilidade. E a atendente do Terminal Alvorada é super simpática, fim.
Terminal Alvorada: é onde você vai ter que passar se quer chegar à praia da Barra de ônibus (ou frescão, como dizem os cariocas). Aqui insiro uma observação: Os cariocas são muito mais organizados que os paulistas e por organizados também digo civilizados.
Pra resumir e não ter que escrever textos enormes sobre cada praia, vou dar uma resumida em tópicos:
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| Barra <3 |
| Copacabana |
| Copacabana |
| Vista da Pedra do Arpoador - lado esquerdo |
| Pôr do sol da Pedra do Arpoador: o espetáculo! |
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| Ipanema |
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| Eu tietando o Drummond |
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| Comecinho de Ipanema |
| Praia de Ipanema vista da Pedra do Arpoador |
- Praia da Barra: ô queridinha! Tava linda como sempre, e areia tão branca quanto eu me recordava. Ia ficar mais tempo, mas pô, os quiosques só abrem 9h? E quem quer madrugar na praia faz o quê? O único ~porém~ da Barra é que ela estava com um super cheiro de peixe e uma espuma meio escura, o que a deixou um pouco menos deslumbrante que de costume, devido à algum problema com a decomposição das algas marinhas; (Para ler mais a respeito clique aqui)
- Praia do Leme: Pra quem quer sossego total. Um pouco mais afastada, é
ótima pra caminhada, pra relaxar e ficar ciceroneando o sol (obrigada,
Fernanda). Não fiquei muito tempo, então não posso falar muito.
- Praia de Copacabana: minha morada por 4 dias muito felizes. Lugar esplêndido, calmo, muito família. Escapa do meeting dos jovens (que fica pra Ipanema); as ondas estavam incríveis, água pouco salgada, e deu pra pegar um bronze (até demais, haha). Como de praxe, conheci vários gringos. Apesar do que dizem, bebi sim limonada do barril, comprei esfirra árabe, e tudo mais. Acho que uma vez em um lugar novo, não pode ter frescura. Tem que viver. Conheci o Forte do Leme e também o Forte de Copacabana. Gente, por favor, conheci até o famosíssimo Drummond de Copacabana! Achei cult. A feirinha de Copacabana também é o máximo, comprei até a camiseta que eu cobiçava, a que carrega o lema mais fofo de todos. Difícil foi me acostumar com a faixa de ciclistas, nem vou dizer quantas vezes quase fui atropelada. C'est la vie.
- Praia de Ipanema: Se me perguntassem qual é o point de encontro no Rio de Janeiro com certeza eu diria Ipanema. É onde fica a maior concentração de jovens, de gringos, de gente espetacularmente linda, de tudo. E tem a pedra do Arpoador, gente, com aquele pôr do sol que é um espetáculo de se ver. Em Ipanema só tem cara gato, desculpa. Ficava até boba de ver. De todo tipo. Tudo que não vi de gente bonita na outra vez que estive no Rio, eu vi dessa vez. Merece aplausos, exceto pela queda da praia, que quando você chega na borda é uma descida tipo íngreme, aí você entra na água e demora dois séculos pra sair.
- Praia do Leblon: (se você está se perguntando se eu fui mesmo em todas essas praias, sim, tenha certeza disso.) Leblon é aquela praia mais cool, mais blasé, em que você vai só pra sentar e olhar o mar. Bem menos animada que Ipanema, bem menos familiar que Copacabana. Meio termo. Lugar pra encontrar famosinhos. O Forte do Leblon também é lindo. Encontrei até um ator lá que eu nem sei o nome, e puxei um papo pra tietar (ainda bem que ele não descobriu que nem o nome dele eu sei).
Corcovado: Subi de van mesmo, sem problemas. Ouvi falar que o trenzinho estava com problemas, não sei era fato ou não mas não importa. SUBI NO CORCOVADO, MEU BEM. Eu disse no post de agosto de 2013 que não ia conseguir enquanto não subisse. O motorista que subiu era bem louco, e fazia umas curvas bem drift, e levando em conta a altura daquele morro, era de dar arrepios. Mas cheguei viva. Tive que subir mais uns (vários) lances de escada até o topo mas valeu a pena. A vista que se tem ali dos pés do Cristo é... Tem como descrever? As fotos acima vão pra comprovar, porque eu não seria capaz de explicar com palavras a sensação de estar lá. Na descida, o motorista também era meio doido (será um requisito?) mas não foi tão assustador assim. Acho que a viagem já tinha compensado o trauma.
Hospedagem: Contratei o Studio Vânia pelo site do Booking.com, que é seguro e confiável. Uma amiga recomendou e eu recomendo também. Dá pra encontrar locais baratinhos e com custo benefício alto. O apartamento era pequeno mas tinha cama de casal, colchão de solteiro extra e um sofá cama que dava pra duas pessoas confortavelmente, além de geladeira, fogão, microondas, máquina de lavar roupa, ferro de passar, até toalhas de banho e portaria 24h. Nota dez! Localização então, nota mil. A uma quadra da praia, perto de 3 supermercados, agências de banco, restaurantes, lanchonetes (subway!), banca de jornal, ponto de táxi, ponto de ônibus e perto da bilheteria do Corcovado (Praça do Lido). Dá pra querer mais?
Sobre Táxi: Andar de táxi no Rio é demais, pelo menos pra mim. Pra quem gosta de se antenar tem um app chamado TaxiBeat que é super conceituado no Rio de Janeiro. Tem a avaliação do taxista pelo voto de quem já utilizou, descrição do carro, é só chamar o taxista e esperar. Recomendo e já aviso que funciona só no Rio de Janeiro. É.
Petrópolis: Não podia deixar passar a oportunidade não é? Fui conhecer a aclamada Cidade Imperial. Muitas expectativas enquanto o ônibus subia, subia, subia e não terminava nunca de subir a serra. Pra quem tem medo de altura (eu não), é um pequeno desafio. Mas voalá! A rodoviária fica um pouco longe do centro da cidade, então não tenha pressa nem hora marcada quando for visitar este ponto turístico e histórico. O mais legal a respeito da Cidade Imperial é que (ironia) é tudo muito Imperial. Arquitetura histórica, chega a ser meio barroca. Eu que já estudei e admiro muito a área de arquitetura e engenharia fiquei encantada. Tudo parece muito desenhado, muito bem montado, é de encher os olhos. Durante o meu passeio de charrete (haha, não é brincadeira não), conheci os pontos históricos da cidade e garanto pra vocês que é de se apaixonar. A Catedral, com estilo gótico, é alimento pra quem tem alma artística! Tão linda que dá vontade de olhar pra sempre. Conheci o Museu Imperial, e quero dizer aqui que olha: a família real sabia o que era viver hein?! Um luxo difícil até de acreditar que existia em tempos tão provincianos. Roupas, móveis, arquitetura... tudo tão requintado, tão fino... Simplesmente apaixonante. Nem imagino o calor que deviam passar mas tudo tem um preço, né? A riqueza tem seu custo.
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| Eu com o meu pequeno príncipe ♥ |
Um beijo pra minha guia que falou tanto dessa cidade até eu cismar de ir ver com os meus olhos se era linda mesmo ou não. E é. Beijo, Fer. Ainda teremos que ir na Rua Tereza.
Finalizando o relato:
Sim, o Rio continua lindo. Talvez ainda mais lindo desde que o vi pela última vez. Os cariocas continuam ainda mais simpáticos, o sotaque ainda mais viciante, o trânsito ainda continua caótico na maior parte. Mas acima de tudo, ainda é a Cidade Maravilhosa. Eu aceitaria com certeza morar nela. Espero voltar mais vezes, porque sempre vale a pena. Sempre #pegabem.
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| Até a próxima, pessoal! |
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
Lá se foi 2013.
Muitos clichês se passaram nessa terça feira, hein? Lí tudo de novo. As mesmas ladainhas de 2012, gente. A mesma piada chata do "lembro de 2013 como se fosse ontem", "não durmo desde o ano passado", dormi em 2013 e acordei em 2014". Mas apesar de estarmos impregnados com essas resoluções e frases feitas, acabamos por nos sentir animados, entusiasmados, motivados com a transição. Parece que a magia do ano novo é contagiante.
E então, cá estou eu com um dos clichês. Estudei todos e então defini aquele que mais me identifico:
Sim, gente. Aprendi mais em 2013 do que em metade da minha vida. Aprendi sobre coisas boas e ruins, aprendi por bem e por mal, pela intuição e pela experiência. Errei muito. Mas sabe o que dizem, o sucesso consiste dos erros reaproveitados.
Como viram, o blog está passando por uma transição, não sei se perpétua, sei lá, não sei mais o que vai acontecer daqui pra frente. Tô entrando nesse 2014 com a cabeça limpa, o coração carregado de gente de bem, e sem nada em mente. Pronta para aceitar os projetos e ideias que forem surgindo pelo caminho. Pretendo aparecer aqui no blog com mais frequência e com uma gama maior de assuntos. Vamos ver o que que rola.
De 2013, levo só o que foi bom e deixo para trás tudo o que feriu. Não vou ficar fazendo discursinho porque quem merece ser ovacionado vai continuar comigo e poderei faze-lo durante o ano todo. Só queria dizer aquela palavrinha mágica sem a qual não consigo viver: obrigada.
Obrigada por fazerem minha vida mais feliz. Amo vocês. ♥
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