quarta-feira, 11 de abril de 2012

Honestamente, vale a pena viver?

Não sei.

Penso seriamente a respeito e saio sempre sem uma resposta satisfatória. Quer dizer, é sofrimento demais e nem sempre passa. Nem sempre aprendemos alguma coisa de útil. As vezes, é só sofrimento.  

Então acaba sendo como dizia Manuel Bandeira: "A vida não vale a pena nem a dor de ser vivida." Mas aí você pára e pensa em tudo de bom que obtemos todos os dias. As coisas simples. Um sorriso de quem se ama. Um olhar de uma criança. O sol nascendo, o sol se pondo, o mar se abrindo e tudo o mais. E é uma pena pôr um fim em tudo isso. 

Sim, eu sei. Têm os problemas. Os inconvenientes problemas, que não pedem com licença, não pedem por favor, não agradecem. Chegam mal humorados, bagunçam a nossa vida, nos fazem chorar, queimam nossos miolos em busca de soluções e...

Bom, vocês sabem como funciona. 

Mas a verdade, gente, é que não importa o problema que você tenha. Não importa a complexidade ou a seriedade ou o diâmetro que ele pode influenciar. 

Porque, independente disso tudo, a vida continua. Quer bem, quer mal, os problemas não paralisam a vida. Ela continua correndo, pelas suas veias, pelos seus poros, a cada inspirada e expirada realizada.

E se a vida continua, com toda a sua elegância e nobreza, quem somos nós para parar?

Portanto, não sei dizer à vocês se vale a pena viver ou não. Só sei que valendo a pena ou não, estamos vivos. Então continue caminhando porque o tempo não pára. 

Muito menos a vida.